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Reyes, líder morto na agressão comandou negociações pela paz
Segundo nome mais conhecido internacionalmente
das Farc, o comandante Raúl Reyes foi assassinado na madrugada de sábado
último em operação montada e empreendida pela CIA e governo Uribe, dentro do
vizinho Equador.
Líder sindical que subiu a serra para se unir à
guerrilha na década de 70, Reyes tornou-se o chanceler das Farc e
representou a maior organização guerrilheira colombiana no processo de paz
durante o governo Pas-trana, que fracassou devido às pressões dos EUA, da
oligarquia, das petroleiras e do narco-tráfico.
Através de inúmeras entrevistas, muitas delas a
jornalistas trazidos até seu acampamento na selva amazônica, ou discussões
com líderes de outras organizações e partidos, Reyes divulgou as proposições
das Farc, denunciou os crimes do regime narco e a intervenção cada vez mais
aberta dos EUA. Tendo cumprido esse papel, transforma-se, a partir do seu
assassinato, e frenética exibição pelo governo de Uribe de seu corpo como
“troféu”, em nova lenda da luta de libertação do povo colombiano. |