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“Folha” falsifica
a verdade para atacar ministro do Trabalho
A matéria principal publicada pela “Folha de São
Paulo” no caderno “Brasil”, da última quarta-feira, com o título “Ministério do
Trabalho lidera convênios irregulares, diz CGU”, parece mais a uma piada, para
não dizer algo pior. Para tentar manter a sua campanha de difamação contra o
ministro do Trabalho Carlos Lupi, sem nada ter para falar, o jornal manipulou
informações, omitiu outras e tentou jogar convênios firmados no governo Fernando
Henrique – e que foram alvo de auditoria por parte do TCU – no colo do governo
atual.
Segundo o jornal, as principais entidades
acusadas de irregularidades são a CUT, Força Sindical e a SDS, que na época
apoiava o governo. No entanto, a “Folha” omitiu que a mesma auditoria do TCU
detectou ilegalidades no convênio firmado com a Fiesp e a Fundação Roberto
Marinho, um deles no valor de R$ 19.008.415,17 (sem correção monetária).
Ao incluir o nome de Lupi, a matéria procura
levar o leitor crer que ele tenha alguma responsabilidade com a “denúncia”,
mesmo que o levantamento da CGU tenha sido feito entre 1999 a 2006 e Lupi ter
assumido a pasta em abril de 2007. Outra questão que passou ao largo é que a
maior parte dos problemas citados ocorreu no governo anterior.
Além disso, o texto afirma que entre as
irregularidades estava o fato das entidades não terem “efetuado a contrapartida
financeira definida nos projetos de qualificação”. Ora, se a “Folha” tentou
omitir, vamos relembrar o que afirma a auditoria do TCU: “Quanto à FIESP, o
Relatório de Execução da Receita e Despesa informou receitas de R$ 19.008.415,17
[em apenas um ano], sendo R$ 9,5 milhões de verbas federais, R$ 9,5 milhões da
contrapartida e R$ 8.415,17 oriundos de rendimentos de aplicações financeiras
(...) No entanto, a contrapartida da Fiesp teria ocorrido através de comerciais
veiculados nas Organizações Globo (TV, rádio e Canal Futura) no valor de R$ 3,1
milhões e por despesas da Fiesp não especificadas na Relação de Pagamentos no
valor de R$ 6,4 milhões, vez que este documento não foi preenchido com o
histórico de datas e valores”.
Ainda segundo o TCU, “não foram especificadas as
datas dos pagamentos e não foram anexados comprovantes de veiculação”. Isso
porque a “contrapartida” da Globo e da Fiesp foi em anúncios durante a madrugada
ou para pagar as transmissões dos programas de qualificação.
Qual o motivo disso ter sido escondido? Como
diria Fernando Henrique, em seu tom choroso: “Assim não dá, assim não dá!”.
ALESSANDRO RODRIGUES |