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Servidores e
docentes do Centro Paula Souza reivindicam Plano de Carreira e reposição
das perdas
Após
uma greve de cinco dias, os servidores e docentes do Centro Paula Souza,
que congrega as escolas técnicas estaduais (ETEs) e as faculdades de
tecnologia (Fatecs) de São Paulo, resolveram suspender a paralisação até
que seja melhor avaliado o projeto de Plano de Carreira que o governo
estadual se comprometeu a enviar até o dia 15 de março à Assembléia
Legislativa. O anúncio do envio só foi feito após o protesto da
categoria.
“A nossa greve foi em repúdio à política de degradação do
ensino e arrocho salarial implementada pelos sucessivos governos do PSDB
em São Paulo. Também defendemos o fim das privatizações”, afirmou Neusa
Santana Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula
Souza (Sinteps). De acordo com Neusa, além de não receber os
representantes da categoria, o governo sequer deu qualquer parecer sobre
as reivindicações dos servidores e docentes das ETE’s e FATEC’s.
“Defendemos 65% de reajuste salarial para repor as perdas que se
acumulam desde 1996; enquadramento na carreira para os funcionários e
garantia de emprego. Nós temos um governo estadual na contramão da
história. São Paulo, por ser o maior Estado da Federação, possui o maior
PIB, mas não aplica uma verba adequada para o sistema de educação, mesmo
ela superando o superávit de arrecadação, com um índice acima da chamada
Lei de Responsabilidade Fiscal em torno de 4,9%”, declarou a
sindicalista.
A presidente do Sinteps denunciou que “o sistema
educacional paulista está degradado e precário, porque a proposta do
PSDB é conhecida de todos os brasileiros: aprofundar as privatizações,
precarizar os serviços públicos e implementar o tal do Estado mínimo.
Durante estes quase 14 anos de sucessivos governos tucanos, todos os
serviços sociais foram violentamente encolhidos, à custa da conta-gotas
nos investimentos públicos”.
“Na maior parta das nossas unidades escolares só há
laboratório de informática e ainda funcionando mal. Nas unidades de
ensino nas áreas industriais, os equipamentos estão obsoletos e em
estado precário. Já em algumas escolas onde funciona melhor, é porque os
alunos pagam mensalmente uma alta taxa para a Associação de Pais e
Mestres. O que seria um taxa pequena e voluntária, da APM, passou a ser
obrigatória”, condenou Neusa, alertando que “com essa política de terra
arrasada, o aluno e a população perdem, enquanto o profissional não tem
o seu reconhecimento como deveria”.
ADEMAR COQUEIRO
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