|
Ações integram o 2º Plano Nacional de
Políticas para Mulheres, lançado em Brasília
Plano aprofunda políticas públicas para as
mulheres
Ato reuniu lideranças
femininas de todo o Brasil com o presidente
Lula. Encontro foi parte das comemorações do Dia
Internacional das Mulheres
Alfabetização de 3 milhões de mulheres, reserva
de vagas de 30% para mulheres nas frentes de
trabalho do PAC, aplicação plena da Lei Maria da
Penha, redução da mortalidade materna em 15%,
criação de 700 novos serviços especializados de
atendimento à mulher são algumas das metas
anunciadas na última quarta-feira, dia 5, pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte
das comemorações do Dia Internacional da Mulher,
8 de Março.
As ações integram o 2º Plano Nacional de
Políticas para Mulheres, lançado durante
solenidade no Palácio do Planalto que contou com
as presenças da ministra Nilcéia Freire, da
Secretaria Especial de Políticas para as
Mulheres (SPM), de ministros de Estado e
secretários especiais cujas pastas estão
envolvidas diretamente na execução do Plano,
lideranças femininas de todo o país e
representantes do Conselho Nacional dos Direitos
da Mulher e das bancadas femininas da Câmara e
Senado.
“Na
conferência foram reafirmados os princípios do
primeiro plano: são os princípios da
transparência, da laicidade do Estado e do
compromisso do Estado com os cidadãos e
cidadãs”, afirmou a ministra Nilcéia Freire.
Nilcéia também ressaltou que “a ministra Dilma
Roussef representa a ocupação de um espaço de
poder importante”, num momento em que o aumento
da participação das mulheres na política é uma
das principais reivindicações dessa conferência.
A ministra também destacou que a Secretaria
escolheu as mulheres negras para homenagear este
ano na conferência. “Escolhemos esse grupo pelo
intenso protagonismo nas conferências e na
construção do plano nacional de políticas para
mulheres e também pelo que representam de
resistência na luta pela libertação do povo
brasileiro”, disse Nilcéia.
“Esse
Dia Internacional da Mulher vem reafirmar para
as mulheres brasileiras o conjunto das ações que
já foram desenvolvidas pelo governo brasileiro,
mas principalmente apontar metas, direções que o
governo brasileiro vai desenvolver a partir de
agora”, afirmou ao HP a presidente da Federação
Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) e
da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB),
Márcia Campos.
Segundo Márcia Campos, o Plano “procurou
estabelecer uma fonte para o governo e para o
conjunto da sociedade avançarem de uma forma
mais acelerada nas conquistas das mulheres”.
O Plano foi lançado a partir de resoluções
tiradas da 2º Conferência Nacional de Políticas
para as Mulheres, realizada em agosto de 2007,
em Brasília, que envolveu diretamente cerca de
200 mil mulheres brasileiras em conferências
municipais e estaduais, em todo o país.
Para Maria Pimentel, secretária de Relações
Internacionais da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), “as metas
estabelecidas estimulam ainda mais a luta das
mulheres, que devem também brigar pelos seus
direitos nas prefeituras, nos governos
estaduais, em toda a sociedade”.
POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS
O 2º Plano pretende aprofundar as políticas
governamentais implantadas a partir do 1º Plano,
dando atenção especial à igualdade no mundo do
trabalho, educação e saúde da mulher,
enfrentamento de todas as formas de violência,
participação da mulher nos espaços de poder e
decisão e direito à terra e moradia. Para isso,
o Plano estabelece metas, cuja implementação
envolve uma ação conjunta entre ministérios,
governos estaduais e municipais.
Para estimular a educação e abertura de vagas no
mercado de trabalho, o Plano tem como objetivo
alfabetizar 3 milhões de mulheres até 2011. Além
disso, prevê a construção de 1.714 creches e
pré-escolas, a ampliação em 10% da freqüência de
mulheres negras no ensino superior, além da
reserva de 30% das vagas para mulheres nas
frentes de trabalho do PAC.
No caso da Política Nacional de Enfrentamento à
Violência, por exemplo, a meta é implementar o
Pacto Nacional nos 26 estados e no Distrito
Federal, que receberão um total de R$ 1 bilhão
para a construção e reaparelhamento de 764
serviços especializados de atendimento à mulher.
O Plano pretende aumentar em 20% a representação
feminina no legislativo, garantir um mínimo de
30% de candidaturas de mulheres nas eleições
conforme determina a Lei 9.504/97 e ampliar em
20%, nas eleições de 2010, o número de mulheres
na Câmara, no Senado e nas Assembléias
Legislativas.
Na saúde, o governo quer priorizar este ano as
ações que visem reduzir em 15% a mortalidade
materna, além de disponibilizar métodos
anticoncepcionais em 100% dos serviços de saúde.
Também integram as metas a realização de 1.500
mutirões do Programa Nacional de Documentação
das Trabalhadoras Rurais, a ampliação da
participação das mulheres no Pronaf em 35% e o
aumento em 30% do número de trabalhadoras
domésticas com carteira assinada até 2011. |