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Movimentos sociais e
entidades árabes convocam ato em São Paulo, dia 30, contra crimes
naziisraelenses
Lideranças
dos movimentos sociais e de organizações árabes reunidas na noite de
terça-feira, na Assembléia Legislativa de São Paulo, decidiram convocar uma
mobilização geral para o Dia da Terra Palestina, 30 de março (domingo), às
10 horas, na Praça Oswaldo Cruz, esquina com a avenida Paulista.
“O sindicalismo precisa retomar o movimento de
solidariedade ativa ao povo palestino, nos somando às ações de rua para
esclarecer e mobilizar a sociedade brasileira contra estas práticas
genocidas do governo de Israel, que precisam ser punidas e impedidas, pois
atentam contra a dignidade humana”, declarou Ariovaldo de Camargo, da
executiva da CUT-SP. Ari defendeu o envio de uma delegação aos territórios
ocupados, “para que possamos divulgar mais amplamente o que está acontecendo
na Palestina, furando o bloqueio da mídia”.
O jovem palestino Walid Tami lembrou que desde a
implantação do Estado de Israel, que completa 60 anos no 15 de maio,
“milhares de palestinos foram mortos, arrancados das suas casas,
refugiados”. “Muitos foram estuprados, tragicamente assassinados e
cruelmente torturados. Dezenas de milhares de famílias vivem em acampamentos
de refugiados, distribuídos em diversos países árabes, da Europa, e até no
Brasil. Apesar disso, para a mídia, os terroristas somos nós, os palestinos,
pois lutamos pela nossa terra e pela nossa Pátria”, declarou.
Para Emir Mourad, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal),
“a crise humanitária é flagrante e dramática na Faixa de Gaza, pois o
governo de Israel continua sua ocupação odiosa e seus crimes de guerra, com
massacres diários promovidos contra a população civil”. Emir denunciou que
“há acordos de treinamento e de armamento entre Israel e Colômbia, que
utilizam a mesma metodologia, como a que foi utilizada para o assassinato do
comandante das Farc, que negociava a liberação de reféns”.
Entre os presentes, dirigentes da Confederação das Mulheres
do Brasil (CMB), da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM),
de organizações de solidariedade, de movimentos árabes, e a liderança
palestina Lamia Maruf Hassan, que cumpriu pena de 11 anos de prisão em
Israel, acusada de ter seqüestrado um soldado israelense, invasor de seu
país. |