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Manifestação
em Nova Iorque repele separatismo de Kosovo
Milhares de pessoas ocuparam cinco quarteirões
em Nova Iorque durante manifestação de repúdio ao separatismo da província
de Kosovo, sob encomenda do governo Bush. O protesto teve início nas
proximidades da sede das Nações Unidas – que não reconheceu a
“independência” de Kosovo – e terminou na Igreja Sérvia Ortodoxa São Sava,
na Rua 25.
Os manifestantes carregavam uma gigantesca
bandeira da Sérvia junto com as bandeiras dos 170 países que se colocaram
contra o separatismo da região que é o berço da Sérvia. Muitos manifestantes
conduziam cartazes que diziam “EUA tire as mão da Sérvia”, “Kosovo é da
Sérvia e Não colônia dos EUA”.
Entre os oradores do ato estiveram o
ex-procurador-geral dos EUA, Ramsey Clark, que visitou a Iugoslávia, em
1999, após os bombardeios norte-americanos ao país e o co-editor do livro
“Hidden Agenda”(Agenda Oculta), John Catalinotto. “Hidden Agenda” revela as
atrocidades da agressão à Iugoslávia pelas forças dos EUA/Otan.
Durante a marcha que foi organizada pela
International Action Center (IACenter) e pela STOP Coalition, também se
pronunciaram o Padre da São Sava, Djokan Majstorovic; o ex-ministro sérvio
da Informação, Radmila Milentijevic – professor emérito da Universidade de
Nova Iorque -, o compositor russo, Lara Kritskaya, o autor sérvio-americano
Nadja Tesich, o ativista porto-riquenho Arturo Perez-Saad e o professor
Barry Lituchy.
Durante seu discurso, Catalinotto, que é
dirigente do IACenter, declarou que “o reconhecimento da ‘independência’ de
Kosovo é apenas a última estratégia norte-americana para reconquistar essa
estratégica região. Mas as massivas manifestações do sérvios demonstraram
que essa manobra ilegal e inconseqüente pode desencadear uma luta mundial de
oposição e resistência”.
Na quarta-feira, 12, o representante do Comitê
Olímpico Internacional (COI), que organiza as Olimpíadas de Pequim, Leonid
Shvets, declarou que Kosovo só seria aceita pelo organismo “quando e se for
reconhecido pela comunidade internacional, ou seja, a ONU”. |