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Parlamentares do Mato Grosso do Sul condenam a privatização e pedem intervenção
do governo federal
Uma delegação
do Mato Grosso do Sul - composta por deputados estaduais, prefeitos, vereadores
e sindicalistas - participou do ato contra a privatização da Cesp realizado na
Assembléia Legislativa de São Paulo.
O
vice-presidente da AL/MS, deputado Amarildo Cruz (PT), ressaltou que a
privatização da Cesp “é uma questão do Estado brasileiro, é uma questão
nacional” e sugeriu a união das “bancadas estaduais e federais de todos os
estados envolvidos para fazermos com que esse levante chegue ao governo federal,
seja no Ministério das Minas e Energia, seja na Casa Civil, para que possamos
efetivamente impedir esse processo que é criminoso contra o Brasil, São Paulo e
Mato Grosso do Sul”.
O líder do
PMDB na Assembléia do Mato Grosso do Sul, Akira Otsubo, lembrou que
“independente de interesses partidários, nós estamos aqui para defender o
interesse público da nossa comunidade, do nosso Estado e também da nossa Nação”.
“Embora a Cesp seja uma empresa do governo de São Paulo, nós temos muito a ver
com esta questão”. Segundo o deputado, Mato Grosso do Sul perdeu 250 mil
hectares de terras férteis com o lago das usinas que fazem divisa com o Estado,
sem que o governo de São Paulo tenha realizado as benfeitorias prometidas.
Existem dezenas de ações na Justiça exigindo indenização da empresa. “Estamos
aqui para defender legitimamente o interesse público da nossa população que
também foi lesada. Entendo eu que a privatização não colabora em nada. Se já é
difícil negociar com uma empresa estatal, imagina se for privatizada”, denuncia.
Para o
deputado do Partido Republicano, Antonio Carlos Arroio, “a Cesp não é só de São
Paulo, a Cesp é do Brasil, pois ela interfere no sistema energético de todo o
país. Nós estamos sentindo na pele os efeitos da malfadada privatização da
Enersul. Fizemos uma CPI e provamos que a empresa privatizada estava roubando o
povo”.
Segundo ele,
“num Estado de mais ou menos 2 milhões e 200 mil pessoas, a empresa, nos últimos
três ou quatro anos, cobrou a mais quase R$ 200 milhões em tarifas. E a Aneel,
criada para fiscalizar a empresa que detém a concessão, não sabia de nada”. “Nós
fizemos uma CPI e descobrimos que nós temos a tarifa mais cara do Brasil”,
denunciou.
Além dos
deputados, estiveram presentes ao Ato na Alesp o prefeito do município
sul-matogrossense de Bataguaçu, João Carlos Aquino Lemes (PT); do prefeito de
Bataiporã, Jerce Eusébio de Sousa (PMDB), de Anaurilândia, Antônio de Lima
Ricardo (PMDB); e de Brasilândia, Antônio de Pádua Thiago; junto com os
presidentes das Câmaras de Vereadores, parlamentares e sindicalistas de seus
municípios. |