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PT oferece a vice a Quércia na chapa para a prefeitura de SP
Para Berzoini,
presidente do PT, “aliança com o PMDB interessa em todo o país”
O
presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), afirmou na segunda-feira (17)
que a candidatura da ministra do Turismo, Marta Suplicy, à prefeitura de São
Paulo tendo o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) como candidato a vice na
chapa deve ser definida logo. Segundo o petista, as alianças com os
peemedebistas interessam ao partido em todo o país.
“Ainda estamos conversando. A Marta me disse que
está pensando sobre o assunto. Para nós, a aliança com o PMDB interessa em todo
país”, reforçou o presidente do PT, reiterando que a ministra do Turismo é o
principal nome do partido para concorrer à eleição na capital paulista. O
presidente do diretório municipal do PT de São Paulo, José Américo Dias, também
confirmou as negociações para que o candidato a vice na chapa da ministra do
Turismo seja do PMDB. “Estamos mesmo dispostos a dar a vice ao PMDB e também sou
a favor de apoiar Quércia para o Senado, em 2010”, afirmou José Américo Dias.
Mesmo ainda não admitindo publicamente a
candidatura, na última quinta-feira a ministra discutiu com o presidente Lula a
saída dela do cargo para a campanha à prefeitura. Pelo que ficou acertado, Marta
deixará o posto perto do dia 5 de junho, prazo máximo imposto pela lei
eleitoral, mas poderá anunciar a candidatura antes dessa data.
Na última sexta-feira, em Araraquara, Lula
elogiou a ministra, reafirmando que o nome dela é o mais forte para representar
o partido na disputa pela prefeitura da capital paulista. “Eu não sei o que vai
acontecer em São Paulo. O PT tem um tempo para decidir. Mas todo mundo sabe que
a Marta é uma ótima candidata”, afirmou.
Além de Marta Suplicy, em São Paulo, até o
momento o PT já definiu as candidaturas em Fortaleza, onde Luizianne Lins deverá
encabeçar a chapa; em Recife, com João da Costa; em Porto Alegre, com Maria do
Rosário; e em Curitiba, com Gleise Hoffmann, que é mulher do ministro Paulo
Bernardo (Planejamento).
Com a presença de mais de 50 dirigentes
estaduais e de capitais, o diretório nacional do PT deu início, em reunião
realizada em Brasília, a um trabalho de diagnóstico sobre a conjuntura eleitoral
de 2008. Segundo explicou Berzoini, a partir dos informes trazidos de todas as
regiões, a legenda poderá traçar uma estratégia de trabalho para “saber como
ajudar as candidaturas do PT em todo o país, nos aspectos político e
organizativo”.
O partido ainda busca um entendimento sobre a
formação de alianças nos municípios mais importantes, já que em várias cidades
de grande e médio porte o partido está discutindo as possíveis alianças. Nesta
reunião participaram dirigentes de 23 diretórios estaduais e de 16 diretórios de
capitais, sendo que a idéia é que na próxima segunda-feira o diretório nacional
do PT defina as alianças nas principais.
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