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Encontro
discute democratização dos meios de comunicação
Mais de quarenta
jornalistas, intelectuais, professores e ativistas da área da comunicação
reuniram-se no dia 8 visando encontrar caminhos para furar o monopólio de
certa mídia e democratizar os meios de comunicação.
De acordo com
Flávio Aguiar, editor-chefe da Agência Carta-Maior, durante o encontro, os
participantes denunciaram a atuação da mídia em coberturas como no caso em
que o governo da Colômbia, a mando dos EUA, invadiu o Equador e assassinou
22 membros das FARC. Segundo os participantes, a mídia pró-EUA tratou de
abafar a agressão de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, e difamar os
presidentes Rafael Correa (Equador) e Hugo Chávez (Venezuela).
No encontro,
realizado no Hotel Maksoud Plaza, foi condenada também a cobertura
manipulada em torno das ações do governo Lula em que, desde as eleições de
2006, a mídia, derrotada na campanha contra a reeleição do presidente,
prossegue atuando da mesma forma, porque, “uma vez que iniciativas como as
do PAC promoveram um deslocamento de referências, existe a tentativa
correlata de ignorá-las ou distorcê-las, em favor da pauta de herança
neoliberal que continua animando aquela mídia”.
Os participantes
defenderam a ampliação dos debates de temas como o da TV pública, e
destacaram a necessidade de dar atenção especial a determinados conflitos,
principalmente às denúncias de Luís Nassif contra “Veja”, e o enfrentamento
da Igreja Universal à Globo e à Folha de S. Paulo.
Além disso, também
foi abordada a questão da viabilização econômica dos meios alternativos de
comunicação, “destacando-se a necessidade de se reivindicar uma reorientação
das políticas públicas para a área das comunicações, no sentido de
diversificar sua abrangência, seu alcance e a natureza dos projetos
subsidiados mediante patrocínio, publicidade ou financiamento através de
agências estatais (como o BNDES), rompendo o quase monopólio dos chamados
‘critérios de mercado’”.
Ao final do
encontro, os participantes decidiram montar uma comissão, formada por Flávio
Aguiar, Mauro Santayana, Renato Rovai e Bernardo Kucinski, que irá
formalizar uma proposta de carta, que poderá ser entregue à Presidência da
República, ou à sociedade. Uma próxima reunião será realizada no Rio de
Janeiro, na UFRJ. |