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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Turismo na
Bahia
Afinal, alguém aí
pode me esclarecer o que a Condoleezza Raice veio fazer no Brasil, quer
dizer, na Bahia mais precisamente? Acho que a digníssima senhora veio foi
fazer um turismo, de leve, nas belas praias baianas.
Francisco de
Assis, por correio eletrônico.
Serra
Quando da
eleição para a prefeitura, o governador Serra assumiu uma postura de que se
eleito jamais iria sair de lá para se candidatar a governador. Me lembro até
que ele afirmou isso no seu programa eleitoral. E foi eleito. Quando veio a
eleição seguinte, olhe quem se candidatou e foi eleito: o próprio. Agora, no
cargo, ele vem com a mesma postura: não quer ser candidato a presidente.
Duvide-o-dó. Dá para acreditar que ele realmente não queira ser presidente?
Até porque já está até em viagens pelo Brasil, fazendo o que? Ninguém
imagina?
Fico pensando que
isso é uma forma de enganar os seus eleitores com um discurso que,
sinceramente, a mim não engana mais, e acho que muita gente está atento a
isso.
Creuza de Jesus
S. Santos, por correio eletrônico.
Desrespeito
Gostaria de
sugerir ao Hora do Povo reportagens sobre a situação dos postos de saúde na
cidade de S.Paulo. Um dia desses, fui ao posto de saúde fazer uma consulta
com um clínico geral e quando eu estava na sala do médico, um paciente que
estava esperando caiu desmaiado, sendo recolhido pelos enfermeiros. Quando
solicitado para atender o doente, o médico teve um verdadeiro ataque
histérico, quase atacando fisicamente os profissionais que não sabiam como
atender tal pessoa, numa situação de urgência. Tal postura de desrespeito do
médico só demonstra o quanto estamos sujeitos a maus profissionais, sem
sensibilidade e sem compromisso com os seus pacientes. Não deveria ser
assim, pois quando procuramos a rede pública é porque não temos condições de
bancar um plano de saúde que está cada dia mais difícil e caro. Por outro
lado, não estamos pedindo nenhum favor a ninguém, afinal, nossos impostos
são para esse fim.
Francineide dos
Anjos Silva, por correio eletrônico.
Jardim Eldorado
Estou
representando as famílias de moradores do Jardim Eldorado, de Cordeirópolis,
em São Paulo. Moro neste bairro há mais de 22 anos, e nesta cidade há mais
de 30 anos. Participei e vi nestes anos todo o sofrimento e agonia dos
moradores deste bairro, um bairro de famílias carentes que muitas vezes
precisam recorrer à Assistência Social Municipal, ou qualquer outro órgão
para poder se alimentar, agasalhar ou mesmo salvar a vida de seus filhos.
Houve época que
não tínhamos água para tomar banho ou fazer comida, época de chuva, onde os
carros e ônibus não podiam trafegar nas ruas cheias de lama e buracos.
Ficávamos totalmente isolados do resto da cidade. Mas também houve épocas
melhores, quando o prefeito anterior começou a olhar o povo do meu bairro e
a cumprir suas promessas. Nessa época também houve uma invasão no bairro,
famílias construíram barracos, muitos deles estavam desempregados e não
conseguiam pagar nem o aluguel e assumir as despesas de suas casas.
Sem haver
violência ou desrespeito, assistentes sociais retiraram as famílias de seus
barracos e colocaram cada uma em casinhas ou quartos alugados. Desta forma,
com acompanhamento social, depois de alguns anos, cada família estava
novamente com seu ritmo normal de vida, com muita dificuldade mas morando
com dignidade com seus filhos.
Em 2004, elegemos
um novo prefeito, que muitas vezes veio ao nosso bairro e nos prometeu casa
própria. Mas o tempo foi passando, e nem recebidos pelo prefeito de nossa
cidade hoje nós somos. Muitas vezes tentamos, até passeatas em frente a
prefeitura já fizemos, mas nada conseguimos.
Em 2006 houve uma
nova invasão. Não conseguindo uma negociação com o prefeito, fomos obrigados
a ocupar uma nova área, o que não adiantou muito, pois houve uma
reintegração de posse, onde foram derrubados todos os barracos, deixando
pessoas na rua sem ter o que comer, ou para onde ir. Como todo brasileiro,
não desisti fácil, 42 famílias continuaram nas terras com barracos de lona e
madeira. Vendo que não tinha outra saída, o prefeito prometeu desapropriar a
área e fazer as casas próprias, afirmando que para ele já não era mais
promessa e sim questão de honra. Mas até o presente momento não cumpriu com
suas promessas, ou seja, o que para ele era questão de honra para nós passa
a ser falta de caráter. Estou escrevendo para ver se consigo alguma ajuda,
afinal, também tenho familiares no movimento sem casa, e também sei como é
sofrido passar por tudo o que eles estão passando.
Maria J.
Pereira, por correio eletrônico |