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Tibete: fracassam arruaças de
separatistas a serviço
da CIA
O
presidente da Região Autônoma do Tibete, Qiangba Puncog, advertiu que sabotagem
da unidade da China e do Tibete não contará com apoio do povo e está “condenada
ao fracasso”
“Qualquer
tentativa separatista para sabotar a estabilidade e a unidade da China e do
Tibete não contará com o apoio do povo e estará condenada ao fracasso”, afirmou
Qiangba Puncog, presidente da região autônoma do Tibete, em conferência de
imprensa realizada na segunda-feira, dia 17, em Pequim, assinalando que os
serviços danificados pelos distúrbios provocados por grupos criminosos durante a
semana passada foram restabelecidos e a situação volta a se normalizar.
“Em um
esforço por direcionar a comunidade internacional para que vincule ‘a questão do
Tibete’ com os Jogos Olímpicos de Pequim, criando dúvidas sobre a capacidade de
nosso país de garantir a segurança do evento esportivo, o Dalai Lama apregoa
reiteradamente durante suas freqüentes viajes internacionais que o ano de 2008 é
de importância chave e que os Jogos Olímpicos serão a ‘última oportunidade’
para os tibetanos”, disse a agência Xinhua, denunciando o comportamento do
fantoche financiado por Washington.
SAQUE
Treze civis
que circulavam perto de seus locais de trabalho foram queimados ou esfaqueados
até a morte durante as ações violentas em Lhasa, a capital tibetana, informou
Puncog, desmontando a versão da mídia de que se tratavam de manifestações
pacíficas em defesa da identidade cultural da região.
No dia 10 de
março, cerca de 300 monges do monastério Zhaibung se dirigiram ao centro de
Lhasa, onde desfraldaram bandeiras do chamado ‘governo tibetano no exílio’. Nos
dias seguintes, os monges provocaram desordens, desrespeitando as forças de
segurança, jogando água fervente, cal e pedras nas pessoas que estavam no local,
sem adesão de nenhum setor da população da região.
“Na tentativa
de aparecer para a mídia ocidental e criar sensacionalismo, três monges do
monastério Zhaibung, onde se concentram grupos separatistas, laceraram seus
corpos com facas e tiraram fotografias entre eles, fotos que utilizariam para
culpar a outros das feridas que estavam se auto- infringindo”, declarou o
porta-voz da polícia da capital.
No esforço
para atrair atenção, grupos de arruaceiros atearam fogo a prédios, queimaram
dúzias de veículos policiais e particulares, saquearam escolas, cooperativas e
lojas, na sexta-feira. “Civis inocentes foram esfaqueados, apedrejados e
fustigados, morrendo 13 pessoas, principalmente por queimaduras, ao mesmo tempo
que caluniaram os esforços das forças da ordem para restabelecer a calma como se
fosse uma perseguição ‘aos pacifistas’”, expressou Qiangba.
MUDANÇAS
O prontuário
do Dalai Lama revela a quem presta seus serviços de fantoche. A revolução
socialista liderada por Mao Tsé Tung, após derrotar a ocupação japonesa,
promoveu mudanças por toda a China. No Tibete, aboliu o sistema de servidão em
que os servos se submetiam a trabalho não pago e em condições degradantes (levar
o senhor nas costas para subir montanhas, por exemplo), pôs fim às flagelações,
mutilações e amputações, prática usada como punição que era comum naquela
região. Durante a servidão dos Lamas, a imensa maioria dos tibetanos era
analfabeta. Dados da época falam em 95%. Após o dia de trabalho no campo,
dormiam nos currais, juntos com os animais.
Porém o fato
que melhor demonstra o atraso daquele mundo era a situação das mulheres. Os pais
eram donos das filhas e cobravam dote do candidato a marido. Em caso de viuvez,
a mulher voltava a ser propriedade do pai. Caso o pai tivesse morrido, o irmão
mais velho tornava-se o senhor das irmãs. Isso acabou.
A revolução
eliminou os impostos esmagadores a serviço dos latifundiários e do seu sistema
de opressão, distribuiu terras, iniciou obras de infraestrutura que melhoraram a
vida da população, criou novas condições de emprego e trabalho e combateu a
indigência. Instituiu a educação para todos, consequentemente quebrando o
monopólio educacional dos mosteiros. E construiu sistemas de água potável e de
eletricidade em Lhasa, serviços que não existiam.
O mais
recente e impressionante projeto de modernização do Tibete, empreendido com
financiamento do governo chinês é o denominado “Trem do Topo do Mundo” que vai
de Xining a Lhasa (capital do Tibete), passando por Pequim. A linha se estende
por 1.956 quilômetros e cerca de 960 quilometros de seus trilhos estão situados
a 4.000 metros acima do mar e seu ponto mais alto está a 5.072 metros. O projeto
vai contribuir para acelerar ainda mais o crescimento do país – que já se
realiza a taxas de 12% ao ano, acima portanto da média da China – superando as
dificuldades de transporte de carga devido às condições geográficas da região
(altitude e neve).
SUSANA SANTOS |