|
PT e partidos da América Latina reunidos no México condenam
invasão do Equador por tropas colombianas
O grupo
de trabalho do Fórum de São Paulo, reunido na Cidade do México no último dia
12, condenou a agressão do governo colombiano ao território equatoriano.
Rejeitando a “latinoamericanização” da doutrina de “guerra preventiva”
propagada por Bush.
A partir
de informações de representantes da Colômbia e do Equador, foram aprovadas
pelo grupo de trabalho, que coordena o Fórum, duas resoluções: uma em
solidariedade ao Equador pela violação de seu território e outra em apoio a
uma saída política, negociada e humanitária para o conflito interno da
Colômbia.
O grupo
de trabalho condenou com veemência a agressão do governo de Álvaro Uribe
contra o território do seu país vizinho e denunciou ser esta, uma
conseqüência direta da Operação Colômbia fomentada pelos EUA.
O Fórum
de São Paulo apoiou a atitude do presidente Rafael Correa e pediu respeito
ao principio da não-violação da soberania territorial e o respeito ao
direito internacional. A resolução denunciou a importação por Uribe, das
teses centrais da Doutrina Bush, sobretudo as guerras preventivas e
extraterritoriais.
A reunião
do Fórum de São Paulo também prestou solidariedade ao povo colombiano,
vitima maior das agressões de Uribe, e fez um chamado pela paz na Colômbia.
O Fórum
de São Paulo foi constituído em 1990 e, desde sua fundação, tem reunido
partidos em debates em defesa da independência e desenvolvimento da América
Latina. O grupo de trabalho, é uma instância de coordenação do Fórum.
Participaram da reunião, representantes da Argentina, Chile, Colômbia, Cuba,
Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Peru, Porto Rico, Uruguai e
Venezuela, além dos anfitriões integrantes do Partido da Revolução
Democrática (PRD) e do Partido do Trabalho (PT) do México. Valter Pomar,
secretário de Relações Internacionais do PT, Javier Alfaya e Ronaldo Carmona
da comissão de Relações Internacionais do PCdoB, representaram o Brasil. |