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Editores e
escritores árabes rejeitam homenagem do Salão de Paris a Israel
Escritores
israelenses também repeliram “apoio velado” à política de Ehud Olmert
O Salão do Livro de Paris – um dos maiores
eventos de literatura na Europa – foi inaugurado sem a participação de
diversos países, editores árabes e escritores de Israel, inclusive, em
protesto pela decisão dos organizadores do evento de colocar Israel como
convidado de honra, sob o pretexto dos 60 anos de fundação do estado
judaico. Árabes e israelenses contrários à política do atual governo de
Israel, consideraram o gesto dos responsáveis pelo evento como “apoio velado
à política do primeiro-ministro Ehud Olmert”, que tem ampliado a violência e
o assassinato de civis palestinos com sua incursões à Faixa de Gaza.
Durante a abertura do Salão do Livro, na
quinta-feira, 13, enquanto o presidente israelense Shimon Peres discursava,
na porta manifestantes pediram o fim das agressões e da violência à
Palestina e o direito ao retorno dos refugiados.
Em Israel, Benny Ziffer, editor do caderno
literário do jornal “Haaretz”, declarou que “todo escritor israelense
deveria, no fundo de sua consciência, boicotar o Salão do Livro de Paris”.
Ele foi acompanhado por diversos outros escritores israelenses como Ilan
Pappe, que vive na Inglaterra e Aaron Shabtai.
A União dos Escritores Árabes e a União dos
Escritores Palestinos também pediram às editoras que cancelassem os estandes
no evento, que termina na quarta-feira, 19.
Alguns países, como o Líbano, a Arábia Saudita e
o Irã, anunciaram oficialmente que não participariam do encontro de Paris.
Editoras de outros países , como Argélia, Marrocos e Tunísia, também
cancelaram a presença no evento.
No domingo, 16, uma suposta ameaça de bomba
levou os organizadores a esvaziarem o salão. Nenhuma bomba foi encontrada. |