|
Papa Bento XVI
condena seqüestro e morte de bispo católico no Iraque
Papa disse que
crime “é uma violência que ofende à convivência dos iraquianos”
O arcebispo católico iraquiano, Paulos Faraj
Rahho, seqüestrado no mês passado, foi encontrado morto, na quinta-feira,
13, no bairro de Al Intisar, em Mossul, 400 quilômetros ao norte de Bagdá. O
papa Bento XVI afirmou que a morte do arcebispo é um ato de “violência
desumana” e que “ofende à convivência fraterna do povo iraquiano”.
Em um telegrama enviado ao cardeal Emmanuel 3º
Delly, Bento XVI desejou que esse trágico acontecimento “sirva para
construir, no atormentado Iraque, um futuro de paz”. Rahho era arcebispo da
Igreja Católica caldéia, uma das mais antigas do cristianismo. Ele foi
seqüestrado no dia 29 de fevereiro, depois que atiradores atacaram seu carro
e mataram seu motorista e dois seguranças, em Mossul, na província de Nínive.
O patriarca dos caldeus no Iraque, Emmanuel 3º
Delly, havia criticado recentemente o governo-fantoche do Iraque por ficar
calado enquanto cristãos eram perseguidos no país.
O bispo Mer Patros, autoridade máxima dos
caldeus católicos no Curdistão, declarou que nos tempos de Sadam Hussein, a
comunidade chegou a ter 2 milhões de cristãos no país, mas que esse número
caiu consideravelmente nos últimos anos – atualmente são cerca de 600 mil.
“Nós cristãos somos objeto de uma autêntica perseguição no Iraque”, declarou
o bispo Mer Patros.
O governo do presidente Sadam era composto por
pessoas de diversas religiões praticadas no Iraque e o seu vice-presidente e
chanceler, Tariq Aziz, é cristão. Atualmente Aziz encontra-se seqüestrado
pelas tropas de ocupação dos EUA. Contra Tariq não há acusação e as tropas
de Bush o mantém em cativeiro, doente e sem acesso ao tratamento devido. |