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“Esse dispositivo é
extremamente cruel, um absurdo e abusivo redutor das aposentadorias”
Os representantes da Confederação Brasileira dos
Aposentados e Pensionistas (Cobap), Sindicato Nacional dos Trabalhadores
Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi/CUT), Sindicato dos
Aposentados da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (Sindapb/CGTB)
e Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo
(Fapesp), já começaram a mobilização junto aos parlamentares nas
regiões, alertando para a necessidade da aprovação imediata dos dois PLs.
O presidente do Sintapi/CUT, Epitácio Luiz Epaminondas
(Luizão), afirmou que “o fator previdenciário revelou-se extremamente
cruel, um absurdo e abusivo redutor das aposentadorias, que começou a
ser aplicado a partir da Lei 9.876, de 1.999, por iniciativa de Fernando
Henrique, para estimular as pessoas a aposentarem-se mais tarde, já que
a redução é menor quando o trabalhador aposenta-se mais velho”.
Segundo o presidente do Sindapb/CGTB, Oswaldo Lourenço, “só
com muita unidade e força daremos a volta por cima, revertendo este
flagelo contra a vida e os lares daqueles que trabalharam anos pelo
futuro deste país”. “É uma questão de honra e sobrevivência da nossa
categoria pôr fim ao fator previdenciário e assegurar a aplicar em todas
as aposentadorias e pensões o mesmo índice de reajuste concedido ao
mínimo. Assim, caminharemos para recuperar o poder de compra da
categoria”, apontou.
Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB), Antonio Neto, afirmou que “o fator previdenciário foi um
dos piores crimes praticado pelo Fernando Henrique contra as pessoas que
dedicaram anos de trabalho para ter uma vida melhor”. “Agora, com esta
plataforma de luta conjunta, vamos mobilizar para garantir o fim do
fator e que o aumento concedido ao salário mínimo seja estendido a todos
os proventos previdenciários. Dessa forma, iremos recuperar o que
perdemos ao longo dos anos”, acrescentou.
“Como afirmamos no Fórum Nacional da Previdência, é
necessário acabar com o fator previdenciário, se incluir novos
aposentados no sistema e fortalecer o caráter público da Seguridade
Social”, declarou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Artur Henrique, defendendo uma ação articulada das entidades nesta reta
final pela aprovação da medida.
Para o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST), José Calixto Ramos, “é natural e justo nos somarmos à luta dos
aposentados para ganharmos a votação no Senado, encampada pelo senador
Paulo Paim. Queremos o fim do fator previdenciário pois ele tem
arrochado brutalmente as aposentadorias. Com a unidade das centrais,
estamos lutando junto ao governo e ao Congresso, neste novo cenário
político e econômico, para que todos os aposentados recebam os seus
reajustes com base no salário mínimo”.
Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, “uma das medidas antipátria
do governo de Fernando Henrique foi o fator previdenciário, um dos
maiores crimes praticados”. Por outro lado, observou, “não há
justificativa para que o aumento dado ao salário mínimo seja
diferenciado das aposentadorias excedentes a este valor”. |