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Medeiros defende
contribuição negociada em assembléia e descontada de toda categoria
Ao
ser recebido pelos dirigentes da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
em São Paulo, na segunda-feira, o secretário do Trabalho e Emprego do MTE,
Luiz Antônio Medeiros, defendeu a implementação da contribuição negocial
aprovada em assembléia e descontada de toda a categoria. “Não existe
sindicato forte com pires na mão”, afirmou o secretário, ressaltando que
considera justo que toda categoria contribua com o fortalecimento do seu
sindicato, porque os benefícios alcançados valem para todos e não apenas
para os filiados.
Durante a
reunião, Medeiros, que estava acompanhado com as presenças de técnicos do
Ministério do Trabalho e Emprego, realizaram uma conferência para explicar o
funcionamento do sistema de cadastramento e registro sindical junto ao
órgão. Em relação ao projeto de reconhecimento das centrais sindicais - já
aprovado pelo Senado e pela Câmara -, o secretário informou que o ministério
está providenciando uma Portaria para regulamentar a lei, que deve ficar
pronta nos próximos dias. Quanto ao Sistema Mediador e aos projetos
implementados pelo governo, Medeiros apontou que “esta tecnologia deve ser
um instrumento que facilite a vida do trabalhador. Ela deve servir para
fazer justiça social e não para desempregar”.
O
presidente nacional da CGTB, Antônio Neto, sublinhou o papel desempenhado
pelo MTE, em particular do ministro Lupi, na aprovação do projeto de lei que
regulamentou as centrais e elogiou a disposição demonstrada inúmeras vezes
pelo secretário Medeiros na superação dos problemas burocráticos que
emperram os processos de registro sindical das entidades.
Ao agradecer a visita, o secretário-geral da CGTB, Carlos
Alberto Pereira, ressaltou o empenho e a sensibilidade do ministro Carlos
Lupi em atender as reivindicações, em especial sobre a regulamentação da
profissão dos movimentadores de mercadorias e dos trabalhadores em
cooperativas, duas solicitações apresentadas diretamente ao ministro. No
entanto, Pereira reafirmou a necessidade urgente do MTE emitir uma Portaria
para regulamentar a profissão até a aprovação da lei pelo Congresso. “A
Portaria deve ser emitida urgentemente para proteger estes trabalhadores da
informalidade e da exploração. Somente desta forma os fiscais do ministério
terão condições de efetuar a fiscalização e punir os empresários que não
estão cumprindo a lei e não estão respeitando os direitos trabalhistas. A
portaria deve cumprir este papel até a Câmara aprovar, definitivamente, a
regulamentação”, frisou Pereira. |