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Diretório Nacional do PT rejeita aliança com PSDB
O Diretório Nacional do PT decidiu nesta
segunda-feira endurecer o jogo e dificultar a aliança do partido com o PSDB na
eleição para a prefeitura de Belo Horizonte (MG), patrocinada pelo governador
tucano de Minas, Aécio Neves.
A direção nacional resolveu que coligações com
partidos fora da base de apoio do governo Lula em capitais e cidades com mais de
200 mil eleitores deverão obrigatoriamente passar pelo crivo da Executiva
Nacional. Segundo a resolução aprovada, o PT deverá buscar, nos municípios,
coligar-se prioritariamente ao PCdoB, PSB e PDT, além dos partidos da base
aliada, em especial o PMDB.
“Não há veto a priori, mas há um entendimento de
que não existe aproximação programática entre o PT e o PSDB”, afirmou o
presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). “O Diretório Nacional rejeitou
a idéia de que há reciprocidade para 2010 com partidos que fazem oposição sem
quartel ao governo Lula”. Para Berzoini, é preciso deixar claro que as
administrações de Lula e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) são
diametralmente opostas.
“O PSDB, o Democratas (ex-PFL) lideram oposição
sem trégua e irresponsável ao governo Lula na Câmara e no Senado, chegando ao
absurdo de frequentemente votar contra projetos de interesses sociais e do país
como um todo. Exemplo claro foi a derrubada da CPMF no final do ano passado,
quando retiraram R$ 40 bilhões anuais do Orçamento da União, dinheiro que já
estava reservado para a saúde, benefícios sociais e Previdência. Esperavam
fragilizar as finanças públicas, inviabilizar os investimentos do governo e,
consequentemente, tirar proveito da situação nas eleições municipais deste ano.
Nesse início de ano, obstruíram a votação do Orçamento, ingressaram no STF com
ADIN impedindo investimentos do PAC e, agora, tentam obstruir a pauta
parlamentar, sob pretexto de limitar a edição de MPs”, afirma a resolução.
“Nosso projeto é completamente oposto ao dos
tucanos e democratas (ex-PFL), que levaram o país à bancarrota econômica,
privatizaram o estado, geraram desemprego em massa e aumentaram o universo da
exclusão econômica e social”.
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