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Kuomintang
vence separatistas nas eleições de Taiwan
O candidato do Partido Nacionalista (Kuomitang),
Ma Ying-jeou, venceu as eleições presidenciais do Taiwan com 58% dos votos
contra 42% do candidato governista e pró-separatista Frank Hsieh, do Partido
Democrático Progressista (PDP).
O referendo separatista que decidiria se Taiwan
deveria pleitear uma cadeira na ONU fracassou, não atingindo nem mesmo o
quorum mínimo de eleitores exigidos pela legislação.
O novo presidente foi eleito com o discurso “de
normalização econômica com a China, a assinatura de um tratado de paz e de
negociações da ilha com a China”, depois de oito anos de provocações
separatistas promovidas pelo atual presidente Chen Shui-bian.
“Os taiwaneses querem um governo limpo, sem
corrupção, com economia próspera, estabilidade política, sem disputas
internas e em paz com a China”, declarou o novo presidente.
“A vitória eleitoral é uma responsabilidade e
representa o início da mudança”, acrescentou.
Em janeiro, o Kuomitang já havia conseguido uma
esmagadora vitória nas eleições legislativas, o que garante uma maioria
folgada ao novo presidente no parlamento.
As eleições tiveram comparecimento de 76% da
população da ilha, de cerca de 17 milhões de pessoas, número considerado
alto.
Nos dias que antecederam a eleição, prevendo a
derrota, o candidato separatista tentou, em vão, explorar a ação dos
provocadores separatistas e o noticiário da mídia sobre supostos confrontos
com a a polícia chinesa.
Em entrevista coletiva, Ma Ying-jeou, rejeitou
no domingo, 23, o uso da “diplomacia do dólar” nas relações com os aliados
políticos e disse que buscará um acordo com a China sobre a situação
internacional da ilha.
A China considera Taiwan uma província autônoma.
O PDP, derrotado e isolado após as eleições, é favorável à separação
taiwanesa da China, enquanto os membros do Kuomitang apóiam uma relação mais
próxima com o governo chinês. |