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Mercenários encenam ‘protesto’ pela separação do Tibete
durante a cerimônia da tocha olímpica
Três mercenários, sob os auspícios da ONG
Repórteres Sem Fronteiras, RSF, ocasionaram na segunda-feira, dia 24, um
incidente na cerimônia realizada na antiga Olímpia (Grécia) para
acender a chama olímpica, ao mostrar uma faixa contra a China ensalsando
o separatismo no Tibete, desproporcionalmente divulgado pela mídia
norte-americana e seus reprodutores, como importante ‘protesto’. A RSF
foi descredenciada na semana passada pela Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em virtude de sua
“reiterada falta de ética”, em seus propósitos de desqualificar a um
número determinado de países, sempre sob determinação do governo dos
EUA.
O porta-voz dos ‘repórteres’, Robert Menard, com
reconhecidas conexões com a CIA e outras agencias como a Fundação
Nacional Cubano-Americana (FNCA) e Freedom House, foi um dos três
‘defensores da democracia” que se apresentou em Olímpia.
Menard reconheceu publicamente, em abril de
2005, que os Repórteres Sem Fronteiras recebem financiamento da National
Endowment for Democracy (NED) dos Estados Unidos. “Sim, é verdade: nós
recebemos dinheiro da NED. E isso não nos cria nenhum problema”,
assegurou Ménard, ao responder uma pergunta num foro na página web da
revista francesa Le Nouvel Observateur. Além disso, a RSF recebe
importantes quantias e de fabricantes de armas e de empresas de
publicidade, informou o jornalista canadense Jean-Guy Allard.
A Saatchi & Saatchi, conhecida agência de
publicidade de Nova Iorque, banca os ataques da ONG contra Cuba, lhe
proporcionando seus serviços “livres de custo”. A Saatchi & Saatchi
Worldwide - seu nome completo - é um dos três pilares estratégicos do
quarto maior grupo de comunicações do mundo: Publicis Group, que tem uma
parte radicada em Paris, na França, país de origem dos RSF.
Entre os mais importantes clientes da Publicis
estão o Exército dos EUA, a Bacardí, a Dupont, General Mills, Johnson &
Johnson, Toyota e Visa. Nenhuma ação benevolente.
O jornalista Thierry Meyssan, diretor do portal
Red Voltaire, detalha que a NED é um organismo criado por Ronald Reagan
e o governo americano para dar apoio financeiro de forma “legal” a
grupos e organizações que sejam convenientes politicamente para o
governo desse país. “A NED se vangloria de ter dirigido e manipulado o
sindicato polaco Solidarnosc, e outros grupos. Sob a direção do
Departamento de Estado, a NED encontra numerosos ‘repetidores’
institucionais e individuais em várias partes do mundo, incluindo a
França”, relata Meyssan, descrevendo o funcionamento de um grupo
escalado para incentivar grupos putchistas na China. |