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Jornalista inglês no Tibete denuncia distorções da mídia
Um jornalista inglês e dois turistas que se
encontravam em Lhasa, capital do Tibet, em meio aos conflitos relataram que
a realidade dos distúrbios incitados por monges seguidores de Dalai Lama,
não condiz com as versões apresentadas em grande parte da mídia
internacional.
O jornalista, James Mieles, do jornal inglês
“The Economist” afirmou que não se tratavam de “manifestações pacificas e
sim de uma revolta violenta”.
“Pouco depois do meio-dia, quando pequenos
grupos de jovens tibetanos, armados de facões, coquetéis Molo-tov e
porretes, atacaram os comércios dos Hui, roubando e incendiando suas casas.
Os Hui, são um pequeno grupo de mulçumanos que habitam a região há séculos.
A revolta era de natureza ética e racista”, afirma o jornalista.
Um turista dinamarquês destacou que “os monges e
os jovens enfurecidos estavam fora de si”. “Monges e jovens têm assaltado as
lojas chinesas, incendiando-as e atacando os chineses que estejam em seu
caminho. Tenho assistido agressões brutais. Vi como foram capturados dois
chineses, segundo o que pude observar, e foram linchados até a morte”,
destaca o dinamarquês.
“Tudo que estava ao nosso redor era vítima das
chamas, incluindo os veículos da policia, os caminhões de bombeiros, as
lojas chinesas. A situação estava totalmente fora de controle. Os ataques
contra os chineses continuaram sem piedade”, complementou.
O turista espanhol Juan Carlos Alonso de 46
anos, que esteve em Lhasa na última semana afirmou que: “Os monges e os
jovens queriam destruir todo chinês que cruzasse o seu caminho. Tinham
facões, machados, pedras e facas de açougue etc. Muitos chineses corriam
para salvar as suas vidas. Eu vi ao menos 35 chineses feridos. Vi como
retiravam à força uma jovem de sua casa e a apedrejavam, enquanto ela
gritava ‘Socorro’”. |