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Condoleezza
desculpa-se por espionagem a candidatos enquanto acoberta violadores
O pré-candidato democrata Barack Obama afirmou
na sexta-feira, 21, que a violação dos dados de seu passaporte e o de
Hillary Clinton sem autorização pelo Departamento de Estado é algo
“profundamente alarmante” e pediu uma investigação do caso no Congresso.
Enquanto desculpa-se pela espionagem, a posição do governo Bush é de ocultar
os nomes dos violadores dos arquivos que foram demitidos ou repreendidos. É
de se perguntar o que - ou quem - a Casa Branca quer manter nas sombras,
caso uma investigação venha a tornar-se inevitável.
“Quando há não só uma, mas uma série de
tentativas de espionar dados particulares das pessoas, isto deixa de ser um
problema só para mim, é preciso ver como nosso governo funciona”, afirmou
Obama em Portland, Oregon.
Após o vazamento da espionagem, Obama recebeu
desculpas da secretária de Estado, Condoleezza Rice. “Telefonou-me para
pedir desculpas e agradeci, mas também disse que isto deve ser investigado
com empenho e com clareza”. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado,
Sean McCormack, o funcionário que violou os dados do senador democrata foi
apenas repreendido, mas não demitido.
McCormack informou ainda que dois funcionários
prestadores de serviços foram demitidos após serem acusados pelas violações,
que ocorreram três vezes, em 9 de janeiro, 21 de fevereiro e 14 de março. O
ex-procurador Joseph Di-Genova disse que a demissão dos terceirizados
tornará a investigação mais difícil, pois os demitidos recorrerão à Quinta
Emenda, alegando proteção contra a auto-incriminação.
Um porta-voz de Hillary Clinton, pré-candidata
na disputa pela indicação democrata às eleições presidenciais de novembro,
disse que a violação dos dados “é repreensível, e o governo Bush tem a
responsabilidade de ir até o fundo disso”.
Os arquivos violados guardam dados tais como:
países para os quais o solicitante viajou, telefone residencial, fotos,
certidões de nascimento, de casamento e seguridade social – que pode ser
usado para extrair registros de créditos e outras informações pessoais.
Depois de revelada a espionagem dos dados dos
pré-candidatos democratas, surgiu a versão de que republicano McCain teria
tido seus dados também espionados. |