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Pedágio
privatizado rende mais do que a especulação financeira
A administração
e concessão de rodovias é o melhor negócio do país, superior até a um banco,
com seus juros cavalares, tarifas extorsivas e especulação com títulos da
dívida pública. Quem diz é a Austin Ratings, uma agência classificadora de
risco de crédito.
O ranking de
rentabilidade elaborado pela referida agência foi apresentado na terça-feira
(25), na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. O setor de
administração e concessão de rodovias registrou índice de rentabilidade de
33,9%, deixando em segundo o de bebidas e fumo, com 32,5%. Em sexto lugar,
convênios e serviços médicos, com 18,6%, à frente de petróleo e gás, o nono,
com 16,8%. Os bancos ficaram em 14º, com 12,5%.
O crescimento
espetacular dos lucros nas rodovias se deu com a multiplicação de pedágios,
depois de as rodovias serem repassadas a “administradores” privados no
governo tucano.
Entre os
principais beneficiários dos superlucros obtidos nos pedágios está a
Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), composta por empreiteiras e o
grupo estrangeiro Brisa, de Portugal. “Administra” importantes rodovias
privatizadas: NovaDutra (SP/RJ), ViaLagos (RJ), Ponte Rio-Niterói (RJ),
AutoBAn (SP), ViaOeste (SP) e RodoNorte (PR).
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) mostra que no Estado de São Paulo, entre 1994 e 2005, o
aumento na tarifa dos pedágios foi de 716% - descontada a inflação do
período pelo IPC-Fipe (que registra a oscilação dos preços em São Paulo) o
custo real dos pedágios no Estado subiu 210%. |