Governo não vai limitar crédito
O ministro da
Fazenda, Guido Mantega, afirmou que governo não vai tomar medidas de
contenção do crédito.
Segundo ele,
está em fase de elaboração uma nova política industrial para estimular
investimentos com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva do país:
“Podemos criar condições mais favoráveis para setores que precisam crescer
mais”.
Guido Mantega
disse que não há risco de uma escalada inflacionária que justifique aumento
dos preços. “Não vejo risco para agora, nem para 2009 ou 2010, justamente
porque estamos nos antecipando. Quando nos preocupamos em estimular os
investimentos, queremos aumentar a oferta desses setores. O tipo de
preocupação que nós temos é positiva, de quem está vivendo um momento
favorável, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa”.
Quanto às
compras parceladas, o ministro da Fazenda declarou que “não deve haver
nenhuma preocupação. O consumidor vai continuar podendo comprar bens
duráveis, como televisores, geladeiras e automóveis”.
Na
segunda-feira, o Boletim Focus - pesquisa semanal realizada pelo Banco
Central junto a instituições financeiras - afirmou que “analistas de
mercado” projetam inflação maior para este ano no atacado.
“No momento, não
há um processo inflacionário preocupante no Brasil, apenas uma pressão
externa provocada pelas commodities [bens primários com cotação no mercado
internacional] e pelos alimentos, que devem baixar de preço quando começar a
safra”, comentou Mantega, completando que “se tirarem os alimentos, a
inflação cai para abaixo da meta”.
O presidente da
Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto
Barbato, considerou que “neste momento, a indústria nacional está atendendo
perfeitamente à demanda do mercado interno, de maneira que não existe uma
pressão inflacionária que justificasse ou aumento da taxa de juros ou
diminuição dos prazos de pagamento dos financiamentos”.
Para o
presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Armando Monteiro
Neto, “se de repente se adotam medidas que podem desestimular ou desacelerar
fortemente a atividade econômica, e considerando também que o cenário
internacional está mudando, de repente o Brasil corre o risco de abortar um
ciclo de crescimento que estava se desenhando como um ciclo sustentável”.