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Relator da CPI da Tapioca refuta marola
da oposição sobre contas da Presidência
Os requerimentos convocando a ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff, para ser ouvida na CPI da tapioca foram rejeitados,
nesta quarta-feira (26), por 14 votos contrários e cinco favoráveis. Para tentar
impor a convocação da ministra, a oposição se escorou na publicação por “Veja”
de um dossiê, atribuído ao Palácio do Planalto, que revelaria gastos
supostamente sigilosos da gestão de Fernando Henrique.
Apesar das informações veiculadas não terem revelado qualquer novidade sobre as
despesas pessoais do ex-presidente, a invenção do suposto dossiê serviu de mote
para que a oposição advogasse a quebra de sigilo dos cartões corporativos do
governo Lula. O tucano Arthur Virgílio (AM) se apressou em exigir dados dos dois
presidentes, anexando ao requerimento uma carta de FH abrindo mão dos sigilos
dele e da mulher.
“Há um equívoco e um enorme erro do
ex-presidente Fernando Henrique. A CPI não está apurando contas pessoais de
ninguém e o ex-presidente não é a instituição Presidência da República. Ele
confundiu as coisas. Do tempo em que ele foi presidente, suas contas pessoais
são problema dele, ele faz o que bem entender. No período em que ele esteve na
presidência, o que a instituição Presidência da República gastou no que se
refere a segurança, alimentação, não é da conta dele, é da conta da instituição
Presidência da República. Sobre esse fato, ele é ex-presidente e não opina”,
assinalou o relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT/RJ), refutando a
marola.
Após três horas de sessão, os únicos
requerimentos votados foram os que tratavam da convocação da ministra Dilma
Rousseff. Luiz Sérgio (PT/RJ), encaminhou pela rejeição, assinalando que a
oposição “queria única e exclusivamente trazer a ministra aqui para buscar
desgastá-la”, pelo fato dela ser gerente do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC). “O centro da discussão é a disputa política sobre a figura de
quem conduz o mais brilhante programa do governo”, afirmou o relator.
Segundo Luiz Sérgio, “a ministra contribui de forma muito mais positiva para o
país, e o país sabe disso, mantendo-se à frente do PAC, que está gerando aquilo
que o nosso povo espera e precisa: empregos”. A oposição concordou com o
adiamento da questão do sigilo, depois de ter sido derrotada na votação do
pedido de convocação de Dilma.
A base do governo na CPI pretende discutir a
questão do sigilo só depois de ouvir o ministro do Gabinete de Segurança
Institucional (GSI), Jorge Félix, para resguardar os dados considerados de
segurança nacional. O depoimento dele tinha sido pré-agendado para a última
terça-feira (25), mas o ministro está de férias e pediu para ser ouvido depois
do dia 7 de abril.
Na sessão desta quarta, a presidente Marisa
Serrano chegou a expedir uma convocação para que o ministro comparecesse à
comissão ontem (27), mas recuou e o general deve ser ouvido no dia 8 de abril,
como havia pedido. “Queremos fazer o debate antes de deliberar sobre os dados
sigilosos. Se quiserem colocar o carro na frente dos bois, teremos que votar
pela rejeição”, ponderou o relator.
WALTER FÉLIX
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