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Centrais avançam discussão
sobre a sustentação da estrutura sindical
Reunião no ínicio de
Abril detalhará proposta de lei que poderá definir um novo sistema para a
contribuição de todos os trabalhadores
No
início de abril, as centrais sindicais CUT, CGTB, Força, UGT, NCST e CTB
realizarão uma reunião em Brasília para discutir os detalhes da proposta dos
trabalhadores para a lei que poderá vir a estabelecer novos critérios de
financiamento da estrutura sindical do país. A principal mudança em debate é a
criação da chamada “contribuição negocial”, definida em assembléia geral e
descontada de toda a categoria.
“Estamos chegando num
bom entendimento na comissão formada entre as centrais sindicais e o Ministério
do Trabalho sobre a nova fórmula de contribuição sindical. Seu valor será
definido em assembléia geral – respeitando o percentual mínimo e o máximo – e
continuará sendo recolhido de todos os trabalhadores, filiados ou não ao
sindicato. Este é um preceito fundamental e justo, pois todos os trabalhadores
são beneficiados pelos avanços alcançados pelo sindicato e, portanto, é dever de
todos contribuir com o seu fortalecimento”, afirmou ao HP o presidente da
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto.
De acordo com Neto,
“assim, a democracia e a sustentabilidade financeira de toda estrutura sindical
brasileira será assegurada”.
A reformulação do
sistema de contribuição dos trabalhadores para sustentar a estrutura das
entidades que os representam faz parte do acordo das entidades sindicais,
estabelecido durante os debates que produziu consensualmente o projeto que
reconhecia as centrais. O compromisso foi reafirmado com as parlamentares
durante a tramitação do projeto de lei que reconhece as entidades. Um dos pontos
levantados pelos sindicalistas é a necessidade de assegurar na lei uma forma que
impeça a redução a queda de receita dos sindicatos, que já é insuficiente.
Segundo o presidente
da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, faltam pequenos detalhes
para finalizar a formatação do projeto. “A contribuição sindical seria discutida
e aprovada, na campanha salarial, pela assembléia da categoria. Se o sindicato
não for representativo ou não conseguir boas conquistas, ficará sem o imposto”,
afirmou Paulinho, lembrando que as atuais contribuições seriam unificadas em
apenas uma.
De acordo com o
presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, “a manutenção
da contribuição sindical é uma demonstração da necessidade de recursos para que
estas entidades possam manter suas lutas, qualificar e capacitar os
trabalhadores”.
Antonio Neto acrescentou ainda que
“as contribuições sindicais que existem hoje são descontadas de toda a
categoria. Isso é assegurado em lei. Assim será à contribuição negocial. Mas o
valor dela será definido em assembléia. A partir desta decisão, a contribuição é
estendida para todos os trabalhadores”. |