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Transpetro dá salto tecnológico com novo Centro
de Controle Operacional
“Daqui
podemos supervisionar cada centímetro dos 11 mil
quilômetros de dutos do país e isso dá ainda
mais segurança, economia e competitividade”,
disse o presidente da Transpetro, Sérgio
Machado, na inauguração do novo complexo
tecnológico, no Rio
A
Transpetro, subsidiária da Petrobrás que atende
às atividades de transporte e armazenagem de
petróleo e derivados, álcool e gás natural,
inaugurou na terça feira (18) as novas
instalações do Centro Nacional de Controle
Operacional (CNCO), que tornará possível, até o
final de 2008, o acompanhamento em tempo real de
100% da malha de gasodutos e oleodutos da
empresa. O complexo tecnológico já controla 44
terminais, 54 navios e 11 mil quilômetros de
dutos, em mais de 300 cidades brasileiras,
interligando todas as regiões do país.
“A
inauguração do Centro Nacional de Controle
Operacional representa um marco da política de
modernização tecnológica da Transpetro. Esse
centro é o símbolo da preocupação tecnológica
que dará suporte ao crescimento da nossa
participação na economia nacional”, declarou,
durante a cerimônia de inauguração do complexo,
o presidente da Transpetro, Sérgio Machado. “A
logística do transporte exige excelência”,
completou Machado, destacando a tecnologia de
ponta utilizada no novo centro operacional.
INVESTIMENTOS
O novo CNCO está instalado em três andares no
edifício-sede da Transpetro, no centro do Rio de
Janeiro, e tem 1.200 metros quadrados. Foram
investidos U$ 10 milhões para sua instalação. O
complexo conta com 18 consoles e um gigantesco
painel de projeção, que se divide em 40 telas,
das quais é possível operar as malhas de dutos
de todo o país. Os instrumentos permitem
acompanhar a quantidade movimentada de petróleo
e derivados, gás natural e biocombustíveis,
juntamente com a vazão, a densidade e a
temperatura dessas substâncias, entre outras
características. Com apenas uma ação, a partir
do centro no Rio, os controladores poderão ligar
e desligar bombas, abrir e fechar válvulas e
controlar a pressão e a vazão dos dutos em
vários estados. A concentração de todas as
informações em um só ponto operacional amplia a
segurança e viabiliza soluções imediatas em
casos de emergência.
Para Sérgio Machado, a iniciativa representa a
“força invisível que leva energia a todo o
Brasil: é daqui que podemos supervisionar cada
centímetro dos 11 mil quilômetros de dutos do
país e isso dá ainda mais segurança, economia e
competitividade”.
SEGURANÇA
O sistema do novo complexo está preparado para
funcionar 24 horas por dia nos 365 dias do ano,
já que a Transpetro viabilizou medidas para por
em prática, no caso de ocorrer algum problema
durante suas monitorações, que ocorrem de minuto
a minuto. No caso de apagão, ou queda de
energia, a empresa fará uso do sistema no-break.
Nesses casos, existe ainda a possibilidade de se
utilizar um gerador de emergência que pode ser
acionado a qualquer momento. Na hipótese de
ambas as soluções falharem, existem as duas
unidades reservas: O Centro de Controle Back-up
de oleodutos, em São Paulo, e o de gasodutos, no
terminal de Campos Elíseos, no Rio de Janeiro.
Desta forma, o monitoramento dos dutos efetuado
pela Transpetro é ininterrupto.
Outra vantagem da nova central é a padronização
de procedimentos, já que todas as operações são
originadas do mesmo local. Os clientes da
Transpetro também receberão as informações
obtidas no complexo em tempo real, o que garante
100% de transparência técnica e comercial da
empresa.
LOGÍSTICA
“Não
se trata, porém, de abrir ou fechar válvulas,
apenas. Num processo de crescimento como se
encontra a Petrobrás, a logística ganha cada vez
mais importância. E este desafio começou com o
grande aumento da produção, seguido da
auto-suficiência”, destacou o presidente da
Petrobrás, Sérgio Gabrielli. Gabrielli fez uso
dos números da estatal para exemplificar a
importância de uma logística altamente
sofisticada, como a da Transpetro. “Hoje, a
produção total de petróleo da Petrobras –
somando a brasileira e a estrangeira – é de 2,3
milhões de barris/dia e chegará a cerca de 4,2
milhões em 2015. A de refino, está em 2 milhões
de barris/dia e crescerá para 3 milhões. E a de
gás, saltará de 45 milhões de metros cúbicos por
dia para 73 milhões, em 2012”, demonstrou
Gabrielli.
Também compareceram ao evento o ministro de
Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e de Minas
e Energia, Edson Lobão.
RIO DE JANEIRO
O vice-governador e secretário de Obras do Rio
de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, destacou a
importância da obra para o estado do Rio de
Janeiro e demonstrou empolgação em relação aos
anúncios feitos pelo presidente da Petrobrás. “É
uma grande honra estar aqui, em nome do
governador Sérgio Cabral, para a inauguração
desse centro de alta tecnologia em nosso estado.
Nossa parceria com a Petrobras é longa e as
notícias do presidente Gabrielli me deixam
animado, pois demonstram que teremos mais
recursos para investimento. Como sou secretário
de Obras também, já começo a imaginar os
projetos de infra-estrutura que poderemos
desenvolver para melhorar a qualidade de vida da
população” declarou Pezão.
Os operadores do CNCO passam por um rigoroso
sistema de seleção. Realizam um teste de perfil
que vai identificar os que têm, de fato, as
condições adequadas para esse tipo de trabalho,
que exige um alto grau de concentração. Depois
disso, ingressam em um curso de treinamento da
companhia, que dura entre 12 a 16 meses.
Simuladores de óleo e de gás, semelhantes a um
simulador de vôo, são utilizados no treinamento.
Juntamente com o complexo foi inaugurado, no
mesmo edifício, o Centro de Documentação e
Informação da Transpetro (Cidi), que abrigará
toda documentação histórica da subsidiária,
criada há 10 anos. Ao todo já são 200 mil
documentos digitalizados, além de livros e mapas
acondicionados na antiga caixa forte do Banco do
Brasil. “Estamos guardando os tesouros da
Transpetro no mesmo cofre onde o Brasil guardava
seu tesouro monetário”, declarou o presidente
Sérgio Machado.
FERNANDA CALVI |