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Tibet é
território chinês desde 1253
O Tibet faz parte do território chinês desde a
época da dinastia Yuan, a partir de 1253, quando a região foi unificada,
após longo período de lutas internas. Já em 1260, Hubilay Khan, 1º imperador
da dinastia Yuan, nomeou Pagba (líder da escola Sa’gia de Budismo do Tibet)
‘grande conselheiro imperial’. Quatro anos depois, o imperador encarregou
Pagba dos assuntos budistas e dos assuntos relativos à administração do
Tibet.
Em 1268, o imperador chinês organizou com
lideranças locais a cobrança de impostos e estabeleceu o sistema de
administração local, integrado ao governo central, favorecendo a fusão da
política com a religião.
Em meados do século 14, a dinastia Yuan foi
derrubada e substituída pela dinastia Ming, que manteve a organização
administrativa anterior. Durante os 300 anos da dinastia Ming, os povos de
origens han e tibetana conviveram em harmonia.
No século 17, após substituir a dinastia Ming, a
dinastia Qing reforçou a integração administrativa do Tibet. Em 1653 e 1713,
os imperadores Shun Zhi e Kang Xi conferiram, respectivamente, os títulos de
Dalai Lama e Beinqen Erdeni, correspondentes aos dois grandes sistemas
budistas da facção Gelugba da região. Desde então, os cargos de Dalai Lama e
Bainqen Erdeni eram confirmados e registrados pelo governo central.
Nas décadas de 20 e 90 do século 18 o governo
central da dinastia Qing recorreu duas vezes às armas em apoio à população
do Tibet, respectivamente, para apaziguar a hostilidade de um destacamento
de tropa mongol e para rechaçar outro exército invasor, combates em que os
tibetanos obtiveram vitória.
A partir da fundação da República Popular da
China em 1949, foi colocada na ordem do dia a libertação dos tibetanos do
regime de escravidão que oprimiu a população durante séculos. A revolução
chinesa tentou a negociação pacífica com o Dalai Lama e teve que enfrentar
e derrotar em 1959 uma rebelião urdida pela elite aristocrático-lamista, em
conluio com os imperialistas. Só então, o Tibet foi libertado do regime em
que os aristocratas podiam mutilar e matar seus servos e escravos, que
constituíam 95% da população. A elite feudal - apenas 5% dos tibetanos -,
se apoderava das terras cultiváveis, dos bosques e pastagens e sustentava
odiosa opressão à mulher. Como cidadãos de região autônoma na China Popular,
os tibetanos tiveram acesso à terra, à educação, à saúde; liberdade de
expressão e de religião. Participam dos órgãos representativos do Tibet em
nível do governo central e regional. |