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Petrobrás e
estatal cubana firmam contrato de partilha para exploração e produção
A Petrobrás e a estatal cubana de petróleo (Cupet) assinaram na sexta-feira, dia
31, em Havana, um contrato de partilha para exploração e produção de petróleo no
mar de Cuba, na região de Varadero, norte do país. O contrato foi assinado pelo
presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, e o diretor da Cupet Comercial
S.A, Rafael Arias Batista, na presença dos presidentes Lula e Raul Castro.
Segundo a Petrobrás, o acordo, com investimento inicial de US$ 8 milhões, prevê
32 anos de duração, sendo sete anos para exploração e 25 para produção. O bloco
37, próximo às reservas cubanas de petróleo em terra, tem extensão de 1.600
quilômetros quadrados, está entre três e 12 quilômetros de distância da costa e
profundidade de 500 a 1.600m.
Em caso de descoberta de reservas, a Cupet terá opção de participar pagando
pelos investimentos passados e futuros correspondentes ao custo para exploração,
desenvolvimento do campo e produção, informou a Petrobrás.
“Desejo esse acordo desde que assumi. Espero por esse acordo há seis anos”,
declarou o presidente Lula, em sua terceira visita a Cuba desde que assumiu a
Presidência.
Lula reuniu-se com Fidel Castro e participou da cerimônia de inauguração do
escritório da Agência de Promoção a Exportações e Investimentos (Apex), em
Havana.
Para o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, o acordo com a
Petrobrás e a Apex consolidam a parceria entre os dois países. “O próprio Raúl
disse ao presidente Lula que tudo que foi acertado em janeiro está sendo
implementado”, disse Marco Aurélio.
EQUADOR
No Equador, a Petrobrás e a PetroEcuador formalizaram, no dia 31 de outubro, um
acordo que “incrementará a receita a favor do Estado com a produção de
petróleo”, informou a estatal brasileira.
O presidente da PetroEcuador, contra-almirante Luís Jaramillo, e o ministro de
Minas e Petróleos, Derlis Palácios, participaram da cerimônia que reuniu
executivos da Petrobras Energía S.A., filial da Petrobrás, da PetroEcuador e das
empresas que formam o consórcio do Bloco 18 e do Campo Unificado Palo Azul.
O acordo tem prazo de um ano, tempo durante o qual se renegociará o contrato
para uma nova modalidade contratual apresentada pelo governo do Equador, na qual
o governo fica com a extração, pagando às companhias os custos da produção mais
uma margem de lucros. Atualmente, as empresas ficam com 82% da receita do
petróleo naquele país. |