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Professores se mobilizam para garantir
jornada
proposta pela lei do piso
No
último dia 29 de outubro, governadores de cinco estados ajuizaram uma Ação
Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4167) no Supremo Tribunal Federal (STF)
contra dispositivos da Lei federal 11.738, de julho 2008, que instituiu o
piso de R$ 950,00 para os professores. Os governadores contestam,
principalmente, o fato de a lei não permitir o uso de abonos, premiações e
bônus na composição do piso e, principalmente, que o professor dedique um
terço da carga horária de trabalho em atividades fora da sala de aula. Pela
proposta, por exemplo, um professor que tenha jornada de 40 horas semanais,
cumpriria 27 horas em sala de aula e 13 aulas em atividade extraclasse
(preparação de aula, correção de provas, formação continuada etc); no Estado
de São Paulo, atualmente, o professor cumpre cerca de 17% do total de sua
jornada em atividade extraclasse.
A
ação é assinada pelos governadores do Paraná, Roberto Requião; do Rio Grande
do Sul, Yeda Crusius; de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira; do Mato
Grosso do Sul, André Puccinelli, e do Ceará, Cid Gomes. Apóiam a ação José
Serra, governador de São Paulo, além dos governadores de Roraima, Tocantins,
Minas Gerais e Distrito Federal.
Para garantir a aplicação da jornada da lei do piso no Estado de São Paulo,
a APEOESP (Sindicato dos Professores do Estado) está organizando, com as
demais entidades do Magistério, uma ampla atividade unificada no próximo dia
28, em local ainda a ser definido. Para a presidenta da APEOESP, Maria
Izabel Azevedo Noronha, a nova jornada propiciará uma “melhora substancial
na qualidade do ensino, pois o professor terá tempo maior para a preparação
de aulas e correção de provas”. Maria Izabel lembrou ainda que para suprir a
jornada estabelecida na Lei será necessário a contratação de 60 mil
professores.
Luta contra
avaliação de desempenho
Reunidos na Praça da Sé no dia 31 de outubro, os
professores aprovaram a continuidade da luta contra qualquer avaliação de
desempenho excludente e a política de bonificação. Os professores querem que
o governo respeite proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que
propunha equilíbrio entre o peso da prova que os ACTs prestarão em dezembro
e o tempo de serviço. A Resolução SEE 69, publicada dia 31, descumpre a
proposta. A categoria lançou um ultimato ao governo: o ano letivo não terá
início caso perdure qualquer prejuízo aos professores.
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