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Polêmica entre
etanol e a produção de alimentos carece de ciência, diz Dilma
“Nós estamos promovendo este grande evento hoje
porque as discussões no âmbito internacional ainda carecem de embasamento
científico e perdem o essencial sobre os biocombustíveis: as oportunidades que
podem trazer a muitos países neste momento de crise”, declarou a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, na abertura da Conferência Internacional sobre
Biocombustíveis, promovida pela sua pasta em conjunto com o Ministério das
Relações Exteriores.
A Conferência, que está sendo realizada em São
Paulo entre os dias 17 e 21 de novembro, conta com a participação de 92
delegações estrangeiras de países da Europa, Ásia, África e das Américas e de
mais de 3 mil inscritos entre empresários, representantes de associações e de
governo.
De acordo com a ministra existem dois mitos em
torno dos biocombustíveis brasileiros. O primeiro é que ameaça a produção de
alimentos e o segundo é que vai avançar sobre a Amazônia. E a conferência vai
servir para dirimir dúvidas sobre o assunto.
Dilma Rousseff lembrou que o etanol de cana de
açúcar cresce cada dia mais em produtividade, com uma área plantada que
representa apenas 0,5% da área cultivável no país. “Nós dobramos a produtividade
por hectare da cana de açúcar”, disse.
Por outro lado, “a área produtiva dos canaviais
está a mais de dois mil quilômetros da região amazônica” e o governo está
implementando políticas para garantir que não chegue lá. Entre elas, Dilma
destacou o zoneamento agro-ecológico, que irá permitir uma maior fiscalização
das lavouras.
Além da ministra Dilma, participaram hoje da
abertura da conferência os ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior), Edson Lobão (Minas e Energia), Sergio Resende (Ciência e
Tecnologia) e Reinhold Stephanes (Agricultura), e o governador de São Paulo,
José Serra. |