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Febraban diz
que “banco não deixa de ser banco mesmo quando é parceiro”
A
Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ironizou a declaração do ministro
da Agricultura, Reinhold Stephanes, que considerou “lamentável” o seqüestro
do maquinário de agricultores. Não cabe aos bancos “assegurar renda mínima
ao produtor”, disse o assessor pleno da diretoria da entidade, Ademiro Vian.
Stephanes
havia dito que “os bancos se colocaram como parceiros dos agricultores nos
bons momentos. Agora, na dificuldade, voltaram a ser simplesmente bancos. É
lamentável que estejam executando as parcelas e arrestando máquinas”.
“Mesmo
quando é parceiro, banco não deixa de ser banco”, contrapôs Vian. Contudo,
ele garantiu que “há só uma pequena parcela que de fato enfrenta
dificuldades” e que “não é a concessão de mais crédito que haverá de
resolver o problema”. Por essas e outras é que os recursos do compulsório,
cerca de R$ 160 bilhões, disponibilizados pelo governo federal para
viabilizar os empréstimos aos clientes estão sendo desviados para comprar
títulos da dívida pública.
As
dificuldades em contrair novos recursos para a safra têm motivado a
inadimplência. Os agricultores denunciam que os bancos condicionam a
liberação do crédito ao pagamento das parcelas vencidas, embora a legislação
em vigor lhes permita renegociar, afirma a Confederação Nacional da
Agricultura. |