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PF indicia
comissários racistas da American Airlines
A Polícia Federal abriu inquérito contra dois comissários de bordo da
empresa aérea norte-americana American Airlines acusados de racismo
contra o sambista Dudu Nobre. De acordo com PF, uma aeromoça foi
indiciada por injúria e um comissário por injúria preconceituosa e lesão
corporal, o que podem lhes render de multa a três anos de prisão.
A queixa foi registrada na segunda-feira (17) pelo cantor e sua esposa,
a dançarina e apresentadora, Adriana Bombom, que também estava no vôo,
na delegacia da PF no aeroporto Tom Jobim no Rio de Janeiro. Devido à
orientação de autoridades no aeroporto o boletim de ocorrência não pode
ser feito em São Paulo, onde houve uma escala para troca da tripulação,
mas no destino do vôo, RJ.
Adriana relatou que ela e suas filhas foram vítimas de preconceito desde
que entraram no avião e ao pedir ajuda para abrir a porta do banheiro da
aeronave foi chamada de “estúpida” pela comissária, “mas não quis fazer
alarde para não criar confusão”.
Dudu Nobre informou que dormia quando foi despertado pelo funcionário
que imitava um macaco ao seu lado. “Eu estava dormindo quando ele parou
ao meu lado e ficou imitando um macaco, fazendo barulho”, mas “para
evitar problemas, especialmente pela presença das crianças, eles
decidiram não reagir”, fato confirmado por sua esposa e suas filhas de 6
e 4 anos, que retornavam da viagem aos Estados Unidos.
Na aterrissagem enquanto arrumava suas filhas a apresentadora voltou a
sofrer ataques dos funcionários, ao se despedir, diante do tratamento
sofrido os ironizou. Em resposta ela foi xingada de “babaca, filha da
puta”.
Dudu explica que ao ver a cena saiu em defesa de sua esposa, quando o
comissário, identificado pela dançarina como Carlos, começou dizer “vem
macaco, vem brigar comigo”, e tentou feri-lo como uma caneta. Nesse
momento o produtor cultural do cantor, Ivan Corrêa Júnior, ao tentar
evitar a agressão recebeu um golpe que atravessou seu casaco ferindo seu
ombro. O cantor afirmou que deve processar a companhia. “Não é para
menos: os caras machucaram um amigo meu e me chamaram para a porrada na
frente das minhas filhas, Olívia e Thalita”, concluiu.
Os acusados podem pegar até três anos de prisão, pelos crimes de injúria
qualificada pelo racismo. |