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Chile: greve dos servidores se estende por
todo o país
Milhares
de servidores públicos do Chile se manifestaram no último dia 18, em frente
à sede do Congresso Nacional em Valparaíso, exigindo aumento salarial de
14,5%. Cerca de meio milhão de servidores estão em greve em todo o país.
Os trabalhadores chilenos rechaçaram a proposta do governo
chileno de um reajuste salarial escalonado. A proposta enviada ao
legislativo pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, apresenta um
aumento de até 10% para os salários mais baixos. Nos últimos 12 meses a
inflação atingiu 9,9%.
O porta-voz do governo, Francisco Vidal, pediu compreensão
aos líderes sindicais ao afirmar que “temos feito um grande esforço, em um
ano complexo”.
O líder da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT),
Cristián Cuevas, destacou que os trabalhadores poderão cercar o Congresso,
caso as reivindicações não sejam atendidas. “Temos que cercar por dentro e
por fora o Congresso, porque nossos parlamentares estão desconectados da
realidade”, ressaltou.
Cuevas destacou que os trabalhadores buscam recuperar a
queda salarial acumulada diante da inflação. “Creio que acima de 12% é uma
saída adequada”, afirmou.
Os dirigentes da Associação Nacional dos Empregados Fiscais
(ANEF), da Confederação dos Trabalhadores do Cobre e da CUT estão em
intensas negociações com os legisladores. Eles afirmam que não querem uma
desvalorização dos salários dos trabalhadores diante da inflação.
O presidente da ANEF, Raúl de la Puente, afirmou que a
proposta de reajuste apresentada pelo governo divide os trabalhadores, pois
“rompe com a carreira dos funcionários e a escala de remunerações”.
O projeto governamental apresenta aumentos salariais que
variam entre 9,9% e 4%, alguns cargos públicos não teriam qualquer aumento
salarial. |