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Parte
substancial da poupança é jogada fora
Juro alto
dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea
Brutal
transferência de recursos da expansão da atividade produtiva
“Uma parte
substancial da poupança das empresas e das famílias têm sido retida na
circulação monetário-financeira. Este fato chega a um paroxismo na
economia brasileira”, afirma o economista Miguel A. P. Bruno no estudo
“Acumulação de Capital, Distribuição e Crescimento Econômico no Brasil:
uma Análise dos Determinantes de Longo Prazo”, publicado pelo IPEA. Para
ele, Isso representa “uma excepcional carga financeira sobre o produto
[PIB] e que funciona como um freio ao crescimento do estoque de capital
fixo produtivo”.
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