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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Até quando?
Até quando os brasileiros continuarão a ser
enrolados por governantes que criam Leis e não tomam qualquer
providência para que elas sejam efetivamente aplicadas? Um exemplo
típico é a Lei Municipal nº 17.405/2007, publicada no Diário Oficial do
Recife do dia 29/12/2007, através da qual determina não só que todos os
estabelecimentos bancários que atuam na capital pernambucana
disponibilizem máquinas de emissão de fichas de atendimento aos
usuários, contendo senha, hora exata e data da sua impressão, assim como
proíbe que o tempo de espera para o atendimento ultrapasse 15 minutos,
contados a partir do recebimento da tal ficha. Só pode ser gozação!
Júlio Ferreira Recife – PE
Lucro?
A Infraero deveria estabelecer, nos contratos
de locação, regras e preço máximo de produtos e serviços, para acabar
com a exploração de passageiros e usuários de aeroportos. Dois exemplos:
em Cumbica, há dois anos, uma lata de cerveja, de marca não muito
famosa, já era vendida a R$ 6,80. Em Brasília, uma lata de refrigerante
custa R$ 2,90. Ora, esses dois ítens são adquiridos no varejo entre R$
0,80 a R$ 1,27. Esses comerciantes, que compram de atacadistas, devem
pagar bem menos. Então, essa diferença não é margem de lucro. É roubo!
Outro absurdo: os estacionamentos não são cobertos, não têm proteção
contra sol/chuva, não há vigilância e nem segurança contra furtos,
roubos, assaltos, vandalismos e seqüestros. Muitas dessas áreas são
públicas e, mesmo assim, empresários faturam alto usando áreas
indevidamente, exploram cidadãos e consumidores indefesos que precisam
ir a aeroportos. Quando se registra reclamações na página da Infraero, a
Ouvidoria apenas responde que os preços praticados obedecem à livre
concorrência. E o direito do consumidor?
Edivan Batista Carvalho - por correio eletrônico
Dengue
O verão está chegando e os mosquitos da dengue
já preparam seu banquete. Eles estão com faca e garfo nas patas e com
seus ferrões afiados para poderem picar e sugar sangue, contaminando
pessoas, que podem até chegar a morte. Caso não haja orientação
específica e cuidado por parte da população que vive em áreas de risco,
além do preparo adequado das autoridades a fim de erradicar a praga,
muita gente pagará com a vida. Prevenção geral é o lema prioritário para
que se evitem mortes.
Fernando Cezar - por correio eletrônico
Indignação
Zélia Cardoso de Mello, dita economista,
queixa-se do fato de não ter conseguido recadastrar sua filha, menor de
idade, em programa de pontos para conseguir passagem aérea gratuita.
Quem diria! A revolta da economista reside no fato de não estar podendo
economizar aproveitando a milhagem para a sua filha porque ela não tem
e-mail. Pobrezinha! A economista sentiu na própria pele o que é uma
“dificuldade” financeira. A propósito, é de se indagar: tem ela noção do
que seja indignação? Esqueceu-se ela do que já fez? Do que bolou e fez
como Ministra da Economia? Esqueceu-se da enorme quantidade de pessoas
que foram prejudicadas com o bloqueio de suas economias? Esqueceu-se
daqueles que morreram por causa da sua impensada (sim, impensada mesmo)
medida que detonou as economias domésticas, as economias individuais,
porque ela confundiu essas micro economias com a macro economia, nelas
jogando a culpa pela caótica situação de então deste país?
Pedro Vergueiro - por correio eletrônico
Água
Quando é que vão levar água encanada para os
moradores do Bairro Nova Esperança? Eles não se envergonham pelo fato
daquela população que reside ao longo da Av. Rio Madeira, logo após o
Conjunto Alphaville, a poucos minutos do centro da capital e tão
próximos a grandes empreendimentos residenciais, estejam já há 20 anos
tomando água de poços semi-artesianos, onde os riscos de contaminação de
água são quase certos, uma vez que não existe rede de esgoto, e as
fossas ficam próximas à eles, oferecendo grandes riscos à saúde de
adultos e crianças? Será que esses moradores só servem para dar voto e
nada mais?
Genilson Oliveira de Souza - Porto Velho |