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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Água
Gostaria que a “Hora do Povo” fizesse uma
denúncia acerca do problema de falta de água que ocorre em Vilas de
Abrantes, mais precisamente na Escola Municipal Fonte da Caixa, e em
toda região. Quem mais sai prejudicado são os alunos, que passam de dois
a três dias da semana sem água. Temos a merenda mais não temos água.
Isso está ocorrendo desde 2002. Acredito que isso é uma falta de
respeito com os alunos e os moradores da região, e peço encarecidamente
que o governo olhe para a região e faça alguma coisa por nós. Sou mãe de
aluno e prefiro não me identificar. Agradeço a compreensão.
Por correio eletrônico - Camaçari (BA)
Caráter
O que é caráter? O caráter pode ser medido por
dois policias da nossa valorosa Polícia Federal. Trata-se de Edmílson
Pereira Bruno e Protógenes Queiroz. O primeiro, querendo atrapalhar a
reeleição do presidente Lula, vazou segredo de Justiça para os holofotes
da direitista Rede Globo e reportagens da porcalhona Revista Veja, com o
desejo de virar chefe da PF. Esse é o caráter golpista do delegado
Bruno. Protógenes Queiroz está sendo massacrado pela mídia por querer
ver atrás das grades um ladrão de colarinho branco, que sem o menor
escrúpulo furta milhões de reais do Erário público, prejudicando
milhares de brasileiro na saúde, educação, transporte, e contribuindo
para a exclusão social. Esse cidadão comum aproveita a oportunidade
através do democrático Hora do Povo para parabenizar esse valoroso
delegado, Protógenes Queiroz, pela sua visão humana de justiça.
Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG)
Gaza
Quebrem o cerco contra Gaza. Queremos nossa
liberdade, não queremos mais fome. Foi o que li em árabe nas fotos das
manifestações do povo palestino. O povo palestino está passando fome. E
a ONU, onde está? As milícias israelenses impedem a entrada de
alimentos, impedem a entrada dos recursos vitais e necessários para
Gaza. Gaza vive em escuridão. Como pode? O mundo já se acostumou em ver
sofrimento do povo palestino, isso faz parte do dia-a-dia. Como pode? Um
povo inteiro preso dentro de seu país. As milícias israelenses fazem de
um pais uma prisão.
Hussein Hussein - Santos (SP)
Contribuição sindical
O sindicato único serve justamente para
resguardar a liberdade que eles têm de escolher em quem vai
representá-los. Mas a unicidade, por si, não é suficiente para a defesa
dos interesses dos trabalhadores. É preciso também que os sindicatos
possam andar com as próprias pernas. Por isso, a cada ano, todo
trabalhador empregado desconta para seu sindicato o equivalente a um dia
de salário. Como seria de se esperar, o imposto sindical suscita uma
oposição igual ou maior que a dirigida contra a unicidade. Fala-se que
ele é antidemocrático e que sustenta direções corruptas e burocráticas
de sindicatos sem representatividade. Fala-se que o trabalhador deveria
escolher entre contribuir ou não ao sindicato. Fala-se, por fim, que o
imposto tolhe a autonomia das próprias entidades sindicais, atrelando-as
ao Estado. Dizer que esses argumentos são furados é pouco. Na condição
de advogado, estou sujeito, por lei, a uma contribuição compulsória
anual à OAB. Essa contribuição custa bem mais que um dia de trabalho e
os profissionais submetidos a essas entidades não têm sequer o direito
de escolher entre filiar-se a elas ou não. É fácil entender a razão dos
dois pesos e duas medidas: tais entidades não são peças da luta entre
capital e trabalho; os sindicatos sim. Daí a constante difamação contra
eles, expressa, por exemplo, na acusação de que o imposto sindical
sustenta sindicatos sem representatividade e direções corruptas e
acomodadas. A qualidade dos dirigentes é assunto para ser resolvido
pelos trabalhadores, que detêm o poder de pô-los e tirá-los de seus
cargos. Eliminar a principal fonte de custeio da atividade sindical é
que não vai ajudar a resolver nenhum dos dois problemas. O imposto
sindical protege o trabalhador. Interessa ao grande capital estrangular
financeiramente as entidades sindicais para submeter os trabalhadores a
uma exploração sem limites. Dos 365 dias/ano de trabalho de cada
brasileiro empregado, um vai para o sindicato. Quantos vão – por força
de uma mais-valia que só não é maior porque os sindicatos, apesar dos
pesares, existem e lutam – para o bolso dos patrões?
Henrique Júdice - por correio eletrônico |