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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Debate
Achei bastante esclarecedor o debate entre os
candidatos à Prefeitura de São Paulo. As posições adotadas por cada um
deles, apesar das talentosas equipes de marketing, em algum momento vêem
à tona, e é aí que os eleitores podem realmente decidir acerca de seu
voto. Apesar de que, olhando-se pela ótica da surpresa, os candidatos
não fizeram nada que se possa destacar, cada um honrou a postura que lhe
é peculiar. Os ex-aliados, e agora adversários ferrenhos, Alckmin e
Kassab, foram os protagonistas dessa política. Fizeram durante o debate
a única coisa que vêm fazendo durante toda a campanha: agrediram-se,
atacaram-se, brigando incansavelmente por uma vaga no segundo turno. Até
porque não poderia ser de outra forma, já que o projeto de governo de
ambos já é mais do que conhecido da população. Descaso, privatização,
entrega, submissão, abandono fazem parte do cardápio que São Paulo com
certeza não irá repetir. No final, o debate prestou um serviço público à
cidade, exemplificando, na prática, porque a ex-prefeita e candidata
Marta Suplicy lidera todas as pesquisas sobre intenção de voto. Aos anos
obscuros da dobradinha (agora não mais em dobro) PSDB/PFL, São Paulo não
quer mais voltar.
Marina Antonini - por correio eletrônico
Ceagesp
Concordo com a denuncia feita pela candidata à
Câmara de Vereadores de São Paulo, Lídia Correa, nas páginas da edição
anterior da “Hora do Povo”. Lídia destacou que o atual prefeito de São
Paulo, Gilberto Kassab, pretende transferir a Ceagesp, da Vila
Leopoldina, para longe do centro de cidade, contemplando a fúria
lucrativa das imobiliárias e contribuindo apenas para a
desindustrialização da metrópole, o que retira os empregos dos
paulistanos e favorece apenas aqueles que já estão com as burras cheias
de dinheiro. Agradeço o jornal por trazer à tona informações que não
teríamos acesso não fossem as denúncias da candidata. Como sempre, o HP
prestou o serviço que caberia a todos os veículos de mídia do nosso
Brasil, mas que, conforme sabemos, não é executado pelos meios de
informação que servem apenas aos interesses escusos dos que detém o
dinheiro no nosso país.
Romualdo dos Santos - por correio eletrônico
Plágio
É impressionante a cara de pau do senhor
Gilberto Kassab. Ele copia tudo o que é idéia da Marta para a cidade de
São Paulo. Diz que os CEUs são dele. Diz que vai fazer as policlínicas.
Até Metrô ele diz que vai fazer. Diz, diz e diz, mas nesse tempo todo
não fez nada para a população mais carente do nosso município. A quem
ele acha que engana? Deixou São Paulo parar com um trânsito infernal e
ainda tem a faz promessa! Êta cara de pau!
Fernando Telles – por correio eletrônico
Fiscal da sociedade
Há muito tempo se cobra interferência da
sociedade nas decisões político-administrativas do país. Os segmentos
sociais que apontam o dedo não mostram os meios de participação de que
os cidadãos possam dispor. Mas se todos fossem mais atuantes, os meios
de atuação apareceriam. Já os órgãos fiscalizadores deveriam ser mais
bem aparelhados para que a atuação se tornasse mais eficiente. O Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) tem por finalidade assegurar a
estabilidade do empregado quando sai de um emprego. Grande parte
recolhe, faz constar no contracheque do empregado, só não deposita. Nem
sindicatos dos empregados, nem Ministério Público do Trabalho, ninguém
tem uma ação efetiva para interceder a tempo e coibir essa prática. As
empresas apostam na ineficiência de fiscalização dessas instituições e
sonegam de maneira propositada. Tem a certeza da dificuldade que o
empregado terá em receber seus valores corretos numa Justiça também
morosa e ineficiente. De certo modo até compreensível, existe uma
acomodação por parte dos empregados por receio de perder o emprego. Este
argumento deve ser rechaçado porque o exercício da cidadania requer
consciência e riscos. Quem exige uma nota fiscal desestimula a prática
da sonegação, contribui para a arrecadação correta dos impostos, pode
despertar outro cliente ao lado a agir de forma idêntica, serve como
exemplo ao filho de como se deve agir. Quem exige um direito tem que ter
em mente que a sua atitude tem um valor social maior do que para si.
Apesar de tantos órgãos de fiscalização, esta só ocorre efetivamente se
houver a ação rigorosa de cada cidadão, o fiscal maior.
Pedro Cardoso da Costa – por correio eletrônico |