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Unasul apoiará investigação do massacre em
Pando e da participação do ex-governador
“A
estratégia norte-americana no Afeganistão é errada e a guerra está perdida”,
afirmou o embaixador inglês em Cabul, Sherard Cowper-Coles, em comunicado ao
ex-chanceler francês, François Fitou. A avaliação feita pelo embaixador
inglês ao ex-chanceler francês foi a seguir relatada ao presidente francês
Nicolas Sarkozy e ao seu ministro do Exterior, Bernard Kouchner, em reunião
realizada no dia 2 de setembro.
Estas informações fazem parte de uma reportagem veiculada pela publicação
semanal francesa, ‘Le Canard Enchainé’.
“A
estratégia norte-americana está destinada a falhar. A situação é ruim. A
segurança está se tornando cada vez pior, assim como a corrupção. O governo
perdeu totalmente a credibilidade”, afirmou Sherard a Fitou, segundo a
matéria do Canard.
“Nossas declarações públicas não podem nos iludir a respeito do fato de que
os insurgentes, enquanto incapazes de obter uma vitória militar, possuem a
capacidade de tornar nossa vida muito difícil, incluindo na capital”,
lamentou o inglês.
“A
presença – especialmente militar – da coalizão é parte do problema e não da
solução. As forças estrangeiras estão garantindo a sobrevivência de um
regime que cairá sem elas”, acrescentou o inglês a seu colega francês.
Sherard percebeu que reforçar a presença militar contra a Resistência é
contraproducente: “Nos identificaria ainda mais como forças de ocupação e
ainda multiplicaria o número de alvos para os insurgentes”.
Para ele a saída dessa situação “provavelmente será dramática” e os
“governos aliados devem começar a preparar a opinião pública a aceitar que a
única solução realista para o Afeganistão é ser comandado por um ditador”.
A
divulgação da conversa pela ‘Le Canard Enchainé’, torna ainda mais impopular
a presença de três mil soldados do país no Afeganistão. Dez soldados
franceses morreram no país em agosto, e muitos protestos pediram a retirada
das tropas.
O
ministério do Exterior inglês ainda não fez comentários sobre o conteúdo
publicado, mas um porta-voz declarou que o país “está comprometido com o
apoio ao governo afegão e em resolver os desafios”. |