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Petrobrás
cogita sair do Equador
O governo equatoriano anunciou que cancelará os
contratos com a Petrobrás, caso não se alcance um acordo em menos de 30
dias. O presidente Rafael Correa estabeleceu uma nova modalidade de
exploração de petróleo, na qual o governo fica com a extração, pagando às
companhias os custos da produção mais uma margem de lucros. Atualmente, as
empresas ficam com 82% da receita do petróleo naquele país.
Ante à decisão soberana do governo equatoriano, o presidente da Petrobrás,
Sérgio Gabrielli, declarou: “Nós estamos dizendo [à Petroecuador] que não
podemos aceitar esse contrato de prestação de serviços”.
O governo do Equador está coberto de razão em
renegociar os contratos que eram leoninos e prejudiciais à sua soberania e
ao seu desenvolvimento. Aliás, no Brasil, a atual discussão sobre a mudança
do marco regulatório é exatamente essa: recuperar a propriedade das reservas
para a União – atualmente, pela lei 9.478 é de quem produz – e aumentar a
Participação Especial para 84%, além do fortalecimento da Petrobrás.
O contrato de exploração do bloco 18 no Equador
pela estatal brasileira foi assinado em 2001, no período neoliberal vigente
nos dois países.
Companhias, como a chinesa Andes Petroleum, já
aceitaram renegociar seus contratos. Não nos parece nada razoável acreditar
e aceitar que o fortalecimento da Petrobrás se dará com a espoliação do
petróleo alheio, e sim lhe entregando a responsabilidade de explorar as
gigantescas reservas do pré-sal na costa brasileira.
Apesar do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ter cogitado a
saída da Petrobrás do Equador, ele disse acreditar nas negociações. “Espero
que seja possível encontrar uma solução”. |