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Polícia Federal prende o operador do tucanoduto
Marcos Valério, operador do “tucanoduto” montado
na eleição de 1998 pelo senador Eduardo Azeredo, então candidato à reeleição
ao governo de Minas Gerais pelo PSDB, foi preso na última sexta-feira (10)
pela Polícia Federal em Belo Horizonte.
Desta vez, Valério é acusado de integrar uma
quadrilha que, entre outros crimes, forjou um inquérito contra dois fiscais
da Fazenda paulista, Antônio Carlos de Moura Campos e Eduardo Fridman, que
tinham autuado o grupo Cervejaria Petrópolis em R$ 104,54 milhões por
sonegação de tributos. O objetivo era desmoralizar os fiscais para livrar os
empresários.
Marcos Valério virou um dos maiores
freqüentadores da Polícia Federal em Minas. Grande parte das suas visitas
foi feita para prestar depoimentos sobre o processo que investigou e
concluiu que Eduardo Azeredo desviou recursos do Estado de Minas para
financiar o seu milionário caixa 2. Azeredo declarou ao Tribunal Regional
Eleitoral que gastou R$ 8,5 milhões em sua campanha. Após as denúncias,
admitiu o valor de R$ 20 milhões. Entretanto, seu tesoureiro, Cláudio
Mourão, afirmou em documento que arrecadou “mais de R$ 100 milhões, sendo
que destes recursos, R$ 53.879.396,86 foram movimentados via as empresas DNA
e SMP&B de Valério”.
Uma das provas do desvio de recursos é o repasse
de R$ 1.673.981,90 feito pela Cemig quatro dias antes do segundo turno da
eleição para o governo de Minas Gerais à conta da empresa SMP&B sob a
alegação de custear a produção de revistas e folhetos. No dia seguinte, 22
de outubro, a mesma SMP&B distribuiu R$ 1.162.459,28 para os apoiadores do
então candidato à reeleição, Eduardo Azeredo, através de dezenas de
transferências bancárias realizadas no Banco de Crédito Nacional (BCN). Na
eleição municipal de Belo Horizonte, Azeredo apóia o candidato Márcio
Lacerda.
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