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Uribe joga tropas contra o movimento indígena. 7 são assassinados esta semana
As forças de segurança do
governo Álvaro Uribe mataram sete pessoas e deixaram pelo menos cem feridos
nos confrontos das últimas semanas com o movimento indígena da Colômbia,
informa matéria publicada no site Rádio Mundial.
Somente na terça-feira, dois
camponeses foram assassinados e cinco ficaram feridos quando se juntaram à
marcha indígena que saiu do município de Pienda-mo, no departamento de Cauca,
sul da Colômbia, com 12 mil pessoas em direção a Cali para exigir o
cumprimento dos compromissos assumidos por Uribe de compra e titulação de
terras.
Para desmentir as afirmações
do governo de Uribe, de que os manifestantes causaram ferimentos uns aos
outros, um vídeo divulgado pela rede CNN mostra a polícia colombiana
disparando com um fusil M-16 contra os manifestantes.
A violência revela o
terrorismo de Estado sob o qual vive o povo colombiano, o movimento
sindical, forças políticas e organizações sociais, no momento em que o solo
da Colômbia se vê ocupado pelas tropas norte-americanas desembarcadas a
partir dos acordos do chamado Plano Colômbia.
Desde então, milhares de
indígenas foram deslocados de suas terras pelo fumigamento das plantações de
coca. O criminoso veneno mata não só as árvores, mas envenena as tribos,
suas fontes de água e de alimento. Ao invés de dar alternativas às regiões
afetadas, Uribe descumpriu acordos e ampliou a repressão sobre os movimentos
sociais.
Em documento entregue à
promotoria geral, as entidades de Cauca denunciaram o assassinato de 1.200
indígenas desde que Uribe assumiu o governo. De acordo com o documento, 55
mil colombianos foram deslocados de suas regiões e 400 mil não têm acesso às
terras do país.
“O governo colombiano aplica
política de terra arrasada contra o movimento popular”, denunciou Jairo
Ramirez, do Comitê Permanente pelos Direitos Humanos na Colômbia.
Para exigir respeito ao
direito de mobilização e o fim da criminalização dos protestos, as
principais organizações sindicais do país, lideradas pela Central Unitária
de Trabalhadores, convocaram uma greve geral para o dia 23 de outubro.
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