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Cartas
Calabashenko
Prezado Senhor Carlos Lopes,
Sou ex-presidente da Representação Central
Ucraniano-Brasileira, entidade que presidi por 8 anos. A história do povo
ucraniano possui momentos trágicos e a maior tragédia vivida por nossos
antepassados foi a fome de 1932- 1933, provocada por Stalin, em seu
assassino regime comunista. Nenhum ucraniano ou seu descendente deve ignorar
este fato, e gostaria muito que nenhum cidadão no mundo também ignorasse,
pois assim tornaríamos as pessoas mais conscientes e voltadas ao trabalho, a
um mundo melhor para todos.
Infelizmente, não é o que vejo no seu artigo, onde ironiza
a homenagem que o Senador Álvaro Dias fez a nossos mortos neste trágico
genocídio cometido por Stalin e seus asseclas, diretamente de Moscou. A sua
ignorância referente a este fato denota uma defesa da maior besta que a
humanidade já viu - Stalin, seus asseclas e seu regime comunista.
O Senador Álvaro Dias não falsificou fatos e mostra uma
realidade que ocorreu e ceifou milhares de vidas inocentes, homens, mulheres
e crianças.
Seu artigo, ao negar o genocídio contra o povo ucraniano,
serve claramente ao propósito do antigo regime comunista da URSS e aos
comunistas atuais, que propagandeiam mentiras para confundir o povo.
É uma pena que seu artigo, amparado em mentiras, queira
mudar a história, mas não conseguirá, porque nosso povo ucraniano tem
memória e sabe quem lhe fez o maior de todos os males. Sinto que o senhor
voluntariamente ou involuntariamente está servindo de agente comunista,
procurando denegrir a história do povo ucraniano.
O Senador Álvaro Dias colocou a questão com grande
propriedade e resta a todas as pessoas de bem resgatarem a história
ucraniana e lutarem para que estes fatos não se repitam nunca mais.
Espero que o senhor antes de escrever sobre o povo
ucraniano se informe, estude e aprenda um pouco sobre o mesmo, assim dará
mais dignidade e credibilidade ao senhor e à entidade que publica seus
artigos.
A sua ignorância sobre este assunto apenas denotou sua
visão pequena, querendo denegrir a figura do Senador Paranaense que, com
muita qualificação, competência e oportunidade, mostrou que sempre esteve e
está ao lado dos descendentes de ucranianos do Brasil, bem como da Ucrânia.
O governo brasileiro necessita o mais rápido possível
reconhecer o genocídio dos ucranianos pelo regime moscovita de Stalin como
tal, até para mostrar que, de fato, não compactua com os métodos usados
pelos comunistas para dominar e calar o povo. Espero que o governo
brasileiro também mostre seu sangue democrático reconhecendo o genocídio
ucraniano, assim como muitos outros países fizeram.
Para finalizar, quero enfatizar que exijo respeito do
senhor Carlos Lopes e da Redação, pela memória do povo ucraniano e da
tragédia que viveu dizimando nossos antepassados.
Atenciosamente,
José Welgacz - por correio eletrônico
Nota
da Redação:
Obrigado por confirmar tudo o que dissemos. Não que precisássemos, uma vez
que os fatos relatados em nossa matéria – e outros que em breve publicaremos
- falam por si mesmos, mas somente por evitar falar deles e não citar um
único fato que comprove a invenção nazista sobre a “fome na Ucrânia”. Por
falar em nazistas, a sua carta também confirma a adstringência ao nazismo
dos propaladores da “fome ucraniana” - era exatamente assim que os nazistas
se referiam aos comunistas e soviéticos que os derrotaram. Respeito pela
Ucrânia mostra quem honra os 500 mil ucranianos que foram guerrilheiros
durante a ocupação nazista do país e os 8 milhões e 700 mil que foram
assassinados por defenderem seu país e o socialismo, sob o comando de
Stalin, contra Hitler e os renegados que, massacrando o seu próprio povo,
serviram de cães de guarda nos campos de concentração e extermínio.
Atenciosamente, Carlos Lopes.
América Latina
No momento em que a quase totalidade dos países da América
Latina caminha a passos largos - e identidade de propósitos - rumo a uma
integração democrática, temos no governo de Álvaro Uribe, na Colômbia, uma
exceção criminosa. Na verdade, Uribe não é presidente, mas mais um fantoche
- como as ditaduras que passaram, de triste lembrança - dos interesses
estadunidenses e de seus cartéis, que têm afogado o país num mar de sangue.
Jair Menezes - Praia Grande - SP
Fator
Previdenciário
Há estudos do Ipea que apontam que a “economia” do governo
com a aplicação do malfadado fator previdenciário nas aposentadorias e
pensões foi de R$ 10 bilhões até 2007. Na prática, isso equivale a um
assalto às pessoas da terceira idade. Parece que, mais fácil do que roubar
doce de criança, é tirar dos idosos. Tal foi o raciocínio dos tucanos que
engendraram esse mecanismo de arrocho que, infelizmente, se mantém.
Precisamos levantar a voz contra essa “economia” feita à base de um cruel
achatamento dos benefícios ou retardamento da sua concessão.
Márcio Vasques - Aracaju - SE |