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Venezuela e Equador fazem acordos energéticos
Os
presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa,
assinaram na sexta-feira passada acordo de aliança energética que inclui a
exploração, certificação e extração de petróleo, além de importantes
tratados na área siderúrgica.
“É a verdadeira integração”, afirmou Correa avaliando o resultado de sua
visita ao país vizinho. Os chefes de Estado realizaram cinco acordos de
cooperação, entre os quais a criação de uma empresa mista entre as estatais
PDVSA e PetroEcuador para operar o campo Sasha, no Equador, assim como o
bloco 5 na Faixa do Orinoco.
Correa aproveitou a visita para conhecer a siderúrgica Sidor, nacionalizada
pelo governo venezuelano.
Em coletiva de imprensa, os dois presidentes afirmaram que grande parte da
inflação que afeta a América Latina se deve às políticas neoliberais
aplicadas no passado na região.
“As receitas do Banco Mundial nos tornaram muito mais vulneráveis aos
caprichos dessa farsa chamada mercado mundial”, assinalou o presidente
Correa, economista de profissão. Chávez acrescentou que é necessário “atacar
estruturalmente a inflação ou as tendências inflacionárias mediante o
incremento da produtividade, a capacitação, aquisição de tecnologia e
investimentos.”.
Citou o caso da Sidor quando estava em mãos privadas, e mostrou que “se
trata de que o setor privado, quando monopolizado, se degenerou. A
mais-valia ficou curta para eles. A gente pode falar de super-mais-valia: a
loucura das hiper-ganâncias. Daqui levavam o aço muito barato, nós
subsidiando o ferro à empresa transnacional, subsidiando a energia, muito
barata; subsidiando impostos, não pagavam impostos. Levavam o aço muito
barato, quase de graça, e lá, no estrangeiro, faziam os tubos para depois
nos vender bem caros, incrementando o preço cinco, seis vezes mais do custo
de produção. E isso estrangulou a nossa economia durante muito tempo”. |