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Iedi: não há
ameaça de inflação de demanda
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da
inflação, segue desacelerando e apresentou uma variação de 0,28% em agosto, ante
0,53% registrado em julho e 0,74% em junho. Nos últimos doze meses até agosto, a
variação ficou em 6,17%, abaixo dos 6,37% registrados nos doze meses até julho.
O teto da banda do sistema de metas de inflação é de 6,5%.
Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que a
utilização da capacidade da instalada (UCI) atingiu em julho o índice de 83,5%,
um aumento de 0,2 ponto na comparação com o mês anterior.
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), “esse
nível de utilização da capacidade instalada (UCI) não impõe restrições à
produção geral da indústria brasileira, o que significa dizer que há uma margem
relativamente segura para que a oferta nacional atenda a demanda por produtos
industriais, e segue daí que não há uma ameaça à vista de inflação de demanda”,
afirmam os empresários.
Outros indicadores da CNI mostram uma expansão consistente da atividade
industrial. O emprego apresentou aumento de 0,6% entre junho e julho,
registrando 32 meses seguidos de crescimento ininterruptos. O índice de horas
trabalhadas apontou ampliação de 0,5% de junho para julho. O faturamento real
cresceu 0,2% em julho em relação ao mês anterior.
Os números comprovam mais uma vez que a elevação da inflação era decorrente de
especulação externa com commodities e que, conforme preconiza o presidente Lula,
inflação se combate com aumento da produção. Com a inflação em desaceleração e a
indústria em condições de produzir para fazer à demanda, o BC fica sem os
pretextos que vinha utilizando para aumentar os juros na reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom). A não ser que Meirelles queira explicitar que o seu
verdadeiro objetivo para manter o Brasil como campeão mundial dos juros altos
seja derrubar o crescimento do PIB para menos de 4%. |