|
CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Calabarshenko 4
Quando não se conhecem pessoas que passaram pelo
processo, pode-se falar o que quiser, mas o senhor não viveu na pele
dessas pessoas para falar qualquer coisa, saiba que todos os grandes
fatos históricos foram moldados pela população. Assim como o Sr. que no
poder da palavra pode denegrir um fato histórico para atacar uma pessoa.
Para tanto faz merecer a lei do consenso e buscar informações
plausíveis, pois todo fato tem o ponto positivo e o ponto negativo. Uma
pessoa letrada não deve se basear em dados da Wikipédia.
Dorotéia – por e-mail
Nota da redação:
É fácil ser arrogante, Dona Dorotéia, e acusar os outros sem provas,
somente porque o preconceito substituiu o raciocínio. Imagine a senhora
que depois de ler a sua carta tive a curiosidade de dar uma olhada na
Wikipédia. Sabe o que descobri? Que a Wikipédia repete todas as
invenções dos nazistas sobre o “holocausto ucraniano”, inclusive
reproduz fotos que saíram no jornal de Hitler, o “Völkischer Beobachter”,
reconhecidas há muito como falsificações, para provar que existiu o tal
“holocausto”. É interessante, também, que a Wikipédia apela para o
“consenso” que diz existir sobre essa questão, por coincidência o mesmo
apelo que a senhora faz, usando a mesma palavra, “consenso”. Pelo jeito,
não sou eu que me baseei na Wikipédia...
A fonte histórica maior para o assunto é o livro “Fraud, Famine and
Fascism - The Ukrainian Genocide Myth from Hitler to Harvard” (“Fraude,
Fome e Fascismo – O Mito do Genocídio Ucraniano de Hitler a Harvard”),
publicado em 1987 pelo pesquisador canadense Douglas Tottle. Se a
senhora quiser lê-lo, existe nas melhores livrarias do ramo. Mas não é o
único – há vasta literatura comprovando que o “holocausto ucraniano” é
uma invenção nazista, com uma ajuda do MI-5 inglês. No entanto, a versão
espalhada pela CIA após a II Guerra Mundial é fundamentalmente a versão
nazista, tendo como porta-vozes ex-criminosos de guerra que foram
travestidos de heróis do “mundo livre” durante a Guerra Fria.
Quanto a conhecer pessoas que passaram pelo processo, esta é,
precisamente, uma originalidade do “holocausto ucraniano”: não há
nenhuma testemunha ocular de que ele existiu. Em 1986, por exemplo, o
jornal novaiorquino “Village Voice” contou a história de um acadêmico
que se dispôs, financiado por organizações de colaboracionistas
ucranianos no exílio, a fazer uma tese sobre o assunto - e desistiu,
depois de dezenas de entrevistas com emigrados ucranianos, por não ter
encontrado uma só testemunha verdadeira.
Mas achei interessante a sua teoria de que para escrever sobre um
assunto é preciso “viver na pele dessas pessoas”. Graças a Deus eu não
pretendo escrever alguma coisa sobre Maria Antonieta... (Carlos Lopes).
Grampos
Estou acompanhando através da imprensa esse
bafafá sobre grampos telefônicos. Ora, se existe um serviço de
inteligência para apurar desvio de comportamento de servidores públicos
é justo que os suspeitos sejam grampeados. É também justo que um
ministro que socorre um mão grande do dinheiro público seja grampeado,
no exato momento em que conversa com um senador chicaneiro. Quem não
deve não teme. Fico contente quando vejo ladrão engravatado conduzido
preso e algemado. Afinal, o mesmo pau que dá em Chico tem que dar em
Francisco.
Lair Estanislau Alves - Belo Horizonte (MG)
PT de BH
Nos últimos anos, a “tendência movimento”
vem perdendo as eleições internas no PT de Belo Horizonte. A respeito de
nossas derrotas, um amigo militante, defensor da dobradinha PT-PSDB,
abordou-me com o seguinte argumento: “Omar, você virou masoquista, tomou
gosto de perder?”. Respondi-lhe que ganhar e perder faz parte do jogo,
mas ambos têm que ser feitos com um mínimo de coerência. Quando me
filiei ao PT, aprendi a me desvencilhar das alienações e a ficar longe
das manipulações. Todas essas práticas maquiavélicas estão embutidas no
famigerado arranjo politiqueiro de Aécio e Pimentel. Essas nuances
negativas seriam naturais no tucano Aécio, mas no Pimentel foi surpresa.
É verdade que Pimentel ganhou a fama de tocador de obras, mas e o
social? A saúde não anda bem das pernas, a educação tem avaliações
terríveis, o transporte coletivo está péssimo, a segurança pública de
Aécio é o caos. O que sobrou do PT coerente, transparente e ético, soma
15%. Vamos esculachar no popular: 85% dos petistas de BH tucanaram.
Omar Pimenta Montalvão - Belo Horizonte (MG)
|