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Presidente do Sindicato da Polícia Civil de São Paulo:
“Governo de SP jogou a
corporação na miséria”
“O salário é o pior do Brasil e a população está
solidária com nossa greve, que é um sucesso”,
afirmou o presidente José Leal
“O
governador implementou uma imensa miserabilidade
na corporação com este salário que é o pior do
Brasil”, afirmou o presidente do Sindicato dos
Delegados da Polícia Civil do Estado de São
Paulo (Sindpesp), José Martins Leal.
De acordo com o líder dos delegados, “a greve está sendo um
sucesso. A mobilização estão sendo demonstrada
nas ruas de todo o Estado. A população está
solidária, porque a causa desta greve é o
governo Serra. Além de não nos receber, ele
virou as costas e fechou as portas do Palácio
dos Bandeirantes para as nossas reivindicações,
mergulhou o funcionalismo no mais profundo
arrocho salarial e nas piores condições de
trabalho”.
Segundo o sindicalista, pela Lei de Responsabilidade Fiscal
estão disponíveis cerca de R$ 5,2 bilhões em
caixa para serem investidos no funcionalismo.
“Só que o governador não aplica a lei porque ele
não demonstra qualquer compromisso com esta
população”, alertou.
As entidades estão alertando que notícias veiculadas por
jornais, dão conta de ameaças de punições aos
grevistas. O Sindpesp e o Sipesp
(Investigadores), ingressaram no Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, no último dia
19, com pedido de liminar, em face do governador
do Estado de São Paulo, do secretário de
Segurança Pública e do secretário de Gestão
Pública, para que, pronta e imediatamente,
“seja-lhes garantido o direito de greve sem
represálias administrativas, e sem quaisquer
prejuízos a suas carreiras funcionais”.
Com data-base retroativa a 1º da março, a Polícia Civil do
Estado de São Paulo está em greve desde o último
dia 16 exigindo do governador José Serra a
reestruturação da corporação, a valorização das
carreiras e reajuste salarial de 60%.
Organizados por cerca de 20 Sindicatos e Associações de
Delegados, Escrivães e Investigadores, os
policiais denunciam a intransigência da
administração Serra, que se nega a repor as
perdas salariais. Em inúmeras assembléias que já
foram realizadas, em atos e passeatas pelas ruas
da capital e nas cidades do interior, as
lideranças condenam o “sucateamento” da
instituição durante os 13 anos de governos
tucanos.
Com a greve, as delegacias seccionais e distritais estão
registrando somente ocorrências de prisões em
flagrante, remoção de cadáveres de vias públicas
ou residências, captura de procurados e
homicídios e eventualmente outras, seguindo o
‘critério do bom senso’. De acordo com as
lideranças, várias delegacias colocaram faixas
na entrada para informar à população sobre as
razões da paralisação.
ADEMAR
COQUEIRO |