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CARTAS
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Abandono
A educação de São Paulo reflete o abandono ao
qual o governo do Estado vem submetendo os paulistanos. Após 12 anos de
administração tucana, cada vez mais nossas crianças são jogadas à frente
série a série, sem o mínimo de preparo para, no fim do ciclo, tentarem,
ao menos, alcançar o tão sonhado e necessário ensino superior. A medida
mais abusiva dentro dessa perspectiva é, sem dúvida, a implantação da
“aprovação automática”. Após o seu início, nossos filhos chegam a
formar-se sem o mínimo de instrução, muitas vezes, sem, ao menos, saber
ler. Na educação, e nas demais frentes de responsabilidade do Estado, o
PSDB demonstrou que não possui a capacidade de gerir um povo. Ao invés
de priorizar o benefício diverso às classes mais necessitadas, o
desgoverno tucano preocupa-se em privatizar, vender, entregar o
patrimônio dos brasileiros. Mas, felizmente, as pesquisas indicam que a
era dos tucanos está chegando ao fim. Na esfera federal o povo já deu, e
continua dando, a resposta aos desmandos cometidos por eles. Agora
chegou a vez de São Paulo responder à altura dos crimes por eles aqui
cometidos, em forma de votos, nas urnas.
Fernanda Damasceno - por correio eletrônico
Histeria
Anda engraçada a disputa para a Prefeitura de
São Paulo. Dois antigos aliados, sempre muito próximos, vêm se
engalfinhando para ver quem consegue levar a melhor na corrida. Hora
Alckmin, hora Kassab, há de se convir que com o apoio do manda-chuva
José Serra, fazem declarações, desmentindo e atacando um ao outro.
Também, com Marta tão bem colocada nas pesquisas, é natural que a
batalha para um lugar no segundo turno se acirre. O desespero leva à
histeria. Mas todos hão de convir que, ver Serra desmentindo Alckmin e
elogiando Kassab, ver o PSDB brigando e se partindo à luz dos nosso
olhos, como bem destacou a última edição do HP, é, para nós, no mínimo
“satisfatório”.
José de Castro - Lapa
Alucinados
Muito me impressionou a matéria divulgada na
última edição da “Hora do Povo” sobre o consumo de drogas no Estados
Unidos. Que os EUA são um país imperialista todos sabem, que está em
decadência, não conseguindo-se manter sobre as próprias pernas, também.
Além disso, sabemos que os norte-americanos são um povo vítima da sua
própria política, temerosos, infelizes em sua essência. O fato de os EUA
concentrarem 45% da produção de cocaína do planeta nos mostra mais uma
face dessa nação, se é que podemos chamar assim. Mais impressionante
ainda, é o fato de que, a Colômbia e o Afeganistão, países que sofrem
intervenção direta americana, figuram no topo do ranking de produção de
cocaína e opiáceos. Fica clara a relação da intervenção ianque nesses
países e sua produção alucinógena. Mais um ponto contrário à ação
imperialista sobre a autonomia dos povos.
Carlos Nunes Evangelista - Campo Grande (MS)
Fora
jabá!
Gostaria de usar as páginas desse jornal para
fazer um desabafo contra as gravadoras praticantes do jabá, que inibem a
divulgação da cultura legitimamente brasileira e, em troca, fazem
“grudar” em nossas mentes as aberrações mais improváveis, estranhamente
denominadas como “música”. Está mais do que na hora de uma intervenção
pesada contra essa prática. Um Brasil de grandes artistas, de grandes
poetas, não pode permitir que suas obras de maior importância,
instrumentos de mobilização nacional, de interação dos brasileiros com
seu país, de identificação de um povo, fique restrita apenas àqueles que
por sorte, conseguem acesso à esse patrimônio.
Maria de Fátima Ferreira - por correio eletrônico
Escuridão
Como morador do bairro da Brasilândia, em São
Paulo, gostaria de me posicionar em relação à falta de iluminação
pública no bairro, que vem sofrendo com assaltos, acidentes e outros
transtornos causados pela falta de luz. As ruas, cada vez mais escuras,
tornam-se os pontos ideais para a prática dos mais variados delitos,
como assaltos, assassinatos e até mesmo estupros. Essa situação vem
impossibilitando o livre trânsito de moradores pelas ruas do bairro,
deixando o bairro à mercê de marginais de todos os tipos. Essa situação
está acabando com um hábito cultivado há anos por quem aqui nasceu e foi
criado.
Manoel da Costa Pinheiro - Brasilândia |