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Para Duque, tem que analisar se “houve vontade de errar” da parte de Arthur
Virgílio
O PMDB protocolou representação no Conselho de
Ética e Decoro Parlamentar do Senado, na quarta-feira (5), contra o líder do
PSDB, Arthur Virgílio, requerendo a investigação do pagamento feito pelo Senado
a um funcionário do tucano que morava no exterior. O gasto do gabinete com o
funcionário fantasma, que recebeu salário enquanto fazia curso na Espanha, foi
estimado em mais de R$ 200 mil.
Entretanto, o presidente do Conselho de Ética do
Senado, Paulo Duque, admitiu que pode rejeitar a representação como fez com as
do Psol e as denúncias de Arthur Virgílio (PSDB-AM) ao ser questionado sobre ao
assunto. “Réu confesso é muito relativo. Não se pode friamente condenar uma
pessoa porque ela diz que é ré confessa. Tem que se analisar o dolo, se houve
vontade de errar”, disse o senador Paulo Duque.
Virgílio confessou que um ex-funcionário seu,
Carlos Alberto Nina Neto, filho de um amigo e sub-chefe de gabinete do senador,
Carlos Homero Nina, foi contratado em 2003 como assistente técnico com salário
de R$ 10 mil e ficou recebendo do Senado, apesar de morar no exterior. Em
discurso no plenário, Virgílio admitiu a irregularidade e prometeu restituir a
quantia ao Senado, mas os peemedebistas entendem que o pagamento não o exime de
responsabilidade.
O partido também pede a apuração do empréstimo
de US$ 10 mil, contraído por Arthur Virgílio junto ao ex-diretor-geral da Casa,
Agaciel Maia, quando o senador teve problemas com o cartão de crédito, durante
uma viagem particular à França. O tucano alegou que pediu ajuda a um de seus
funcionários, que recorreu ao ex-diretor. Segundo Virgílio, a dívida foi paga
por amigos que se cotizaram para reunir o montante.
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