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CARTAS
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Obama e a Palestina
Bastou o presidente dos EUA - Barack Hussein
Obama - declarar que deseja ver o Estado Árabe da Palestina sair do
papel e se tornar realidade, que os judeus sionistas invasores trataram
de “trabalhar” ao contrário. Despejaram à força inúmeras famílias
palestinas que habitavam em Jerusalém Oriental há décadas. Para onde
foram essas pobres pessoas? Vi, nos noticiários da TV, a desilusão nos
semblantes dos desalojados. Isso é querer paz? Ou será que preferem a
guerra? Já não bastasse a chacina feita recentemente em Gaza, onde
mataram mais de 1.500 pessoas simples, inclusive mulheres, velhos e
crianças, agora provocam mais ainda a comunidade internacional com o
novo acinte. Até a desacreditada ONU se manifestou contra essas
babaridades, mas, como sempre, ficou só nisso. Vamos aguardar se Barack
Obama fará alguma coisa de verdade em prol dos palestinos ou se ele
manterá a posição de seus antecessores, ou seja, a omissão e a
permanente ajuda aos criminosos sionistas.
Fernando Cezar – Rio de
Janeiro (RJ)
Tensão pré e pós salarial
Similar à TPM, cujo sofrimento é mais ou menos
terrível para esta ou aquela mulher, a TPS age de forma mais implacável
com algumas pessoas, dentre elas, eu. Devemos considerar, claro, os
afortunados. Aqueles que estão livres de qualquer sintoma da TPS.
Possuem as contas em dia, nada devem a quem quer que seja e a despesa
jamais supera a receita. Eu os invejo. Os sintomas da TPS são
claríssimos. Depois de abrir o holerite, vem o olhar marejado, o corpo
cansado, a fisionomia tediosa, cabisbaixa, quando não vociferando
palavrões a cada momento que se pensa na falta de alternativa. E para os
dois dias anteriores ao receber o salário, uma fisionomia irritadiça, a
tensão que faz comer as unhas, os dedos que tamborilam na mesa. Ainda
bem que o sofrimento não é eterno. Talvez por ser brasileiro, passado o
crítico período, eu consigo rir, não com falsidade, mas em conformidade
com um espírito desencanado. Já me vendo agradecer o ar que respiro, a
certeza de poder caminhar por minhas próprias pernas. A esperança de um
dia eu conseguir ajustar minhas contas. Há famílias que vivem com menos
de dois salários mínimos para sustentar vários filhos. E eu reclamando,
pode? Temos, contudo, a tendência de ver, cobiçar, os que estão em
situação melhor que a nossa. Invejando o carro do ano e desprezando o
surrado pois é. Por vezes esquecemos que este pois é seria o sonho de
consumo de milhares de pessoas atrás de nós.
Ronaldo Duran – por correio
eletrônico
Lixo eletrônico
Junto com a praticidade, conforto e dinamismo
que acompanham os computadores, celulares, GPS e televisores, surgiu o
lixo gerado a partir destes equipamentos. Com uma vida útil de cerca de
cinco anos, é inadmissível o acúmulo destes materiais na natureza. O
fato é que a dúvida sobre o que fazer com o aparelho eletrônico que já
não desperta mais interesse de seu proprietário paira sobre a sociedade.
Por outro lado, sem informações dos perigos dos componentes químicos
existentes nestes equipamentos e a maneira correta de descartá-los,
muitos aparelhos eletroeletrônicos já foram – e continuam sendo -
despejados nos aterros sanitários comuns, ameaçando o solo, que já não
se encontra em boas condições nestes lugares. As chamadas nações de
primeiro mundo têm se aproveitado da impotência de países mais pobres
para enviar e descartar seus lixos - o caso recente no Rio Grande do Sul
não foi único. Esse tipo de atitude é inaceitável em um momento em que
todos devem praticar medidas para amenizar os impactos ambientais.
Diante deste cenário, torna-se imprescindível que os governos, empresas
e população tomem iniciativas mais drásticas - inclusive de
comportamento - e criem alternativas para diminuir a ação destes
detritos eletrônicos nas nossas vidas e das próximas gerações.
Eduardo Annunciato -
presidente da Fenatema (Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente) e secretário geral do Sindicato dos Eletricitários
de São Paulo
Concursos públicos
Conheço várias pessoas aprovadas em concursos
públicos há mais de 01 ano que estão aguardando ansiosamente a sua
convocação. Afinal, qual é a real intenção desses concursos? Contratar
pessoal mais especializado ou apenas fazer caixa com a excelente
arrecadação obtida com as elevadas tarifas de inscrição? Esses concursos
precisam de uma regulamentação, pois deixar os candidatos aprovados
chupando dedo e contratar pessoal pela janela não dá!
Habib Saguiah Neto -
Marataízes (ES)
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