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MP vê Yeda como membro de uma quadrilha criminosa
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius
(PSDB), foi acusada pelo Ministério Público Federal (MPF) de integrar uma
quadrilha criminosa instalada no aparelho de Estado. Segundo o MPF, o grupo
“lesou os cofres públicos entre os anos de 2003, por volta do mês de junho,
até o mês de novembro do ano de 2007 (deflagração da fase ostensiva da
investigação)”.
O grupo é acusado de enriquecimento ilícito,
dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados
à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho.
A situação da governadora piorou com a
divulgação do áudio de gravações feitas por Lair Ferst, um dos acusados de
integrar a quadrilha que fraudou o Detran, que mostram conversas dele com
Marcelo Cavalcante – ex-chefe do escritório de representação do RS em
Brasília, encontrado morto em fevereiro deste ano. As conversas comprometem
Yeda e Carlos Crusius com caixa dois na campanha da governadora.
“Algumas vezes que entrou dinheiro aí. Aí vou te
repetir; lá no início, quando a gente conversava e tudo mais, eu até hoje
não me esqueço, mas sempre achei muito esquisito que o Crusius vinha lá na
sede do partido, lá e tal, e pegava a sacolinha, e deixava em algum lugar e
ia embora. Não sei para onde. Acho que para casa, né?”, diz um trecho.
As gravações também revelam que Yeda sabia de
tudo o que estava acontecendo durante a sua campanha e sobre a fraude de R$
44 milhões no Detran.
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